O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 19/10/2020
Segundo Paulo Freire, educador e filósofo, a educação de qualidade é a principal forma de transformação social para população. Infelizmente, a baixa condição do ensino brasileiro é uma problemática protelada desde seu período colonial, visto que há, por falta de atenção do poder público, baixos investimentos na área educacional, além de medidas insuficientes para contornar a obsolescência do sistema de aprendizado.
Em primeira instância, é importante ressaltar que a educação no Brasil não é transformadora, devido ao fato de ser esquecida pela gestão pública. À vista disso, o cientista social Darcy Ribeiro evidencia: “a crise na educação não é uma crise; é um projeto”. Isso se torna mais visível quando se observa os investimentos na área educacional, que caíram 56% nos últimos 4 anos. Dessa maneira, a negligência das autoridades suscita no desenvolvimento de cidadãos com baixa consciência de classe, autonomia e responsabilidade social.
Além disso, outro aspecto a ser considerado é o sistema educacional básico obsoleto, que não proporciona aos estudantes a criação da criticidade ou da lógica, apenas os adequa a fazer a resolução questões e copiar fórmulas, ou seja, com fins ao vestibular. Segundo o filósofo Michael Foucault, as escolas e o sistema de ensino contemporâneos são maneiras muito claras de adestramento e não desenvolve o conhecimento do homem. Diante disso, com o desabono da educação, teria menos pessoas capacitadas para exercerem e compreenderem a importância da transformação na sociedade.
Portanto, para que a educação possa ser o agente da transformação da sociedade, é urgente que o Ministério da Educação providencie, por meio de uma reforma no sistema educacional, mais investimentos nas áreas do conhecimento das ciências humanas, focando essencialmente em filosofia e sociologia, visando promover mais a criticidade dos alunos, e em matemática, prezando mais pelo raciocínio lógico do aluno. Dessa forma, como afirmava o professor Paulo Freire, seria possível desenvolver cidadãos que tenham autonomia, responsabilidade social e criticidade.