O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 06/10/2020

Promulgada em 1948, a Constituição Federal Brasileira garante que todos os cidadãos tenham direito de acesso à educação. Conquanto, no Brasil, problemas relacionados à maneira expositiva do ensino faz com que o indivíduo não tenha domínio do seu papel transformador na sociedade, por meio do saber. Nessa perspectiva, a fim de erradicar tal problemática no corpo social, cabe-se de antemão analisar suas raízes: ora nos poucos valores educacionais dados pelo Governo, ora na maneira imperfeita do lecionamento ser aplicado.

Primeiro, é importante ter em conta que a educação é um dos fatores principais instrumentos na construção de um país desenvolvido. Ademais, ocupando a nona posição na economia mundial, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), seria racional pensar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, problemas relacionados ao estudo criativo e de cidadania se mostram falhos e o resultado disso é evidenciado nos quase 60%, segundo a Universidade de São Paulo (USP), que dizem não reconhecer seu papel coletivo e transformador diante do corpo docente. Dessa maneira, fica evidente o não cumprimento do Estado para com os pilares da Carta Magna, o que se torna preocupante.

Ainda mais, vale salientar a modernidade líquida como impulsionadora do saber passivo. De acordo com Zygmunt Bauman, a sociedade tende cada vez mais a ficar refém do conteúdo excessivo e de baixa informação intelectual que é encontrado na internet, principalmente nas redes sociais. Dessa maneira, tal situação influencia o social no sentido de que as escolas passam a lecionar nos moldes dessa “nova era”, tornando o novo ensino como sinônimo de muito conteúdo mecanizado e de baixo valor intelectivo. Sendo assim, fica claro como o aluno não consegue reconhecer nos estudos aquilo que lhe é fundamental para a sua contribuição nas modificações coletivas.

Infere-se, portando, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem uma melhor aplicabilidade da educação, visando as modificações sociais. Dessa maneira, urge que, o Governo Federal, como instância máxima do poder executivo, em parceria com o Ministério da Educação, atue em favor da população, através da criação de projetos educacionais nas matérias de filosofia e sociologia, para que visem o aprendizado autônomo e não mecanizado, a fim de que aluno tenha domínio de seu papel modificador, enquanto cidadão. Então, somente assim, será possível construir uma sociedade mais integrada e construída a partir da educação transformadora.