O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 16/10/2020
Conforme visto no período da Ditadura Militar no Brasil, a forma de ensino, ditada aos professores, eram regras centradas em disciplinas comuns curriculares, como Língua Portuguesa ou História. Nesse contexto, as tentativas de liberdade de expressão foram afogadas, torturadas ou fuziladas. Para mais, hodiernamente, por meio do novo ensino educacional, adotado pela Constituição Federal de 1988, há a possibilidade de compartilhamento dos saberes de cada cidadão matriculado. Entretanto, a desigualdade dentro das salas de aula e a diferença das grades curriculares entre escolas privadas e públicas, dificultam o valor da educação nas transformações sociais.
A priori, o filme “Estrelas além do tempo”, retrata mulheres negras universitárias que são vistas inferiores, racial e intelectualmente, ao adentrarem em salas com 95% de homens brancos. De maneira análoga, fora da ficção, ainda há professores que privilegiam raças ou culturas em detrimento das inúmeras outras, como exemplo, de acordo com “G1.com”, de 2019, ocorreu, na lista de materiais de uma escola, a citação de que os brinquedos sobre medicina são para meninos e sobre salão, para meninas. Sob essa luz, campanhas de escolas infantis dos Estados Unidos elaboraram cartazes coloridos e imperativos ao desenhar formas de interação e igualdade. Para isso, nos cartazes, há as opções de escolha de cada criança ao dar um abraço, um beijo, um sorriso ou um “joinha” nos colegas “diferentes”. Logo, com essa iniciativa há a colaboração de mudanças em um convívio respeitoso no vínculo escolar e, mais tarde, socialmente.
Outrossim, as formas educacionais públicas, sejam municipais ou estaduais divergem muito das formas educacionais das particulares, sejam domiciliares ou internatos. Uma vez que, no filme “Sociedade dos poetas mortos”, há o incentivo de um professor para com seus alunos a formarem um clube e, entre eles, buscarem saberes que estão além dos livros em função da prática da maiêutica de Sócrates. Visto isso, os estudantes de escolas públicas não têm o impulso de pensamento, já que são instruídos a saberem somente o que caem em avaliações com conteúdos vistos em aulas. Sendo assim, é imprescindível que haja melhorias na educação básica brasileira.
Em suma, portanto, são necessárias medidas para solucionar os impasses. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o órgão responsável pela grade curricular de educação básica, deve replanejar e repensar formas de alimentar o desejo pelos estudos nos discentes, por meio de entrevistas e debates para verificar os principais problemas da atualidade, com o objetivo de amenizar as desigualdades ocorridas dentro de instituições escolares para, assim, tornar a sociedade sem nenhum resquício da Ditadura Militar.