O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 01/11/2020
Na Grécia Antiga, a população era dividida em camadas sociais, sendo que no topo da pirâmide social concentrava-se os nobres e na base, a maior parte das pessoas, que eram exploradas pelos dominantes. Não havia possibilidade de ascensão social. Já na atualidade, a educação se mostra como principal meio de melhoria socioeconômica. Visto isso, cabe avaliar as dificuldades do acesso a uma educação de qualidade e seus reflexos na sociedade brasileira.
Por um lado, no Brasil Colonial, a educação escolar era restrita à classe dominante. Com a implementação da industrialização, tornou-se necessária a alfabetização de todos, para haver mão de obra qualificada. Todavia, essa era tecnicista e não promovia a reflexão. Por outro lado, o sociólogo brasileiro Paulo Freire alertava que a educação deve promover a autonomia do aluno por meio da crítica do mundo à sua volta. Assim, a escola se torna um local de entender melhor a sociedade e modificá-lo.
Por outro lado, vale salientar que há grande desigualdade no acesso à educação de qualidade no Brasil, refletindo no baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, quando comparado a outros. Um dos três componentes desse índice considera o número de anos de escolaridade. Isso mostra o abandono escolar precoce, justificado em parte por não se considerar o poder transformador da educação proposto por Freire e pela desvalorização dos professores, principalmente salarial.
Portanto, essa problemática na educação necessita de intervenção. Para isso, o Ministério da Educação (MEC), deve elaborar um projeto de lei e encaminhá-lo à Câmara dos Deputados, visando maior valorização dos profissionais da educação, por meio do aumento do piso salarial e outros benefícios financeiros. Assim, serão atraídos melhores profissionais para o setor e mais empenhados. Além disso, o MEC deve reformular a grade curricular, por meio da inserção de mais conteúdos interdisciplinares que estimulem a reflexão dos alunos, e tenham capacidade de se ascenderem socialmente no futuro, ao contrário do que acontecia na Grécia Antiga.