O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 03/11/2020

A série “Merlí”, em seu desenrolar, retrata como a educação pode contribuir para a formação de jovens éticos. Analogamente, a ficção não difere da contemporaneidade, tendo em consideração que, no Brasil, a educação, por ser fundamental para a ocorrência das transformações sociais, possui um grande valor, mas não está sendo garantida para todas as pessoas. Nesse sentido, não somente a omissão do Estado, como também a desigualdade social, dificultam a ação educativa como modificadora da sociedade.               Primeiramente, cabe avaliar que a escassez de investimento nas escolas é um grave problema governamental. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito à educação, a precariedade de algumas instituições escolares impede que esse direito, na prática, seja plenamente exercido. Nesse âmbito, nota-se uma quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado manter a ordem e assegurar os direitos de todos os cidadãos. Contudo, verifica-se que o atual contexto se mostra distante da realidade proposta pelo pensador, tendo em vista que várias pessoas residem em cidades que não possuem escolas e que enfrentam a falta de professores e de materiais de estudos. Por conseguinte, isso gera déficits no aprendizado educativo e, consequentemente, a formação de menos jovens capazes de transformarem, através de ações positivas aprendidas nas escolas, a sociedade.

Ademais, convém ressaltar a falta de acesso à educação. Nesse contexto, é errôneo afirmar que a desigualdade social provém do contemporâneo, tendo em conta que com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, por volta do ano de 1807, as escolas que foram fundadas eram elitistas, porque equivaliam a uma exclusividade das pessoas que possuíam melhores condições monetárias. Dessa forma, vários brasileiros também não possuem acesso à educação, visto que, geralmente, residem em regiões afastadas das instituições escolares públicas. Logo, esses fatores são extremamente negativos, já que a educação deve ser garantida para todas as pessoas, uma vez que ela contribuiu para a formação de uma sociedade igualitária e melhor, e a falta de acesso às escolas, que algumas pessoas enfrentam, comprova que o aprendizado está restrito para apenas uma parcela da população.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática.  Assim, compete ao Ministério da Educação - como garantidor dos direitos nessa área - promover grupos de estudos nas regiões periféricas. Isso deve ser feito por meio de uma parceria com empresas privatizadas de apostilas escolares. Essa ação possui a finalidade de promover um maior acesso aos indivíduos à educação. Com isso, espera-se que os direitos da população sejam devidamente assegurados, como antes previsto por Hobbes.