O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Segundo o educador Paulo Freire, “Educação não muda o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas mudam o mundo”. Essa visão embora correta, não é provada no cenário contemporâneo, acima de tudo no Brasil, dado que se tornou frequente a desvalorização da educação, devido ao fato do despreparo das instituições e o dispensável papel do ensino. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Primordialmente, é imperioso abordar o descaso governamental frente à educação como forma de transformação do país. Outrossim, de acordo com o IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - as melhores escolas são aquelas de período integral. Pelo contrário, as escolas estaduais do Brasil ficam meses de greve ou sem professores, prejudicando assim os estudantes. Tal situação leva o país cada vez mais retrogrado nos valores educacionais e sociais.
Apesar de apontado como crucial por Freire, tal papel do ensino não é prioridade hoje. A era dos vestibulares, concursos, da valorização do ensino superior, sendo o único objetivo: a aprovação. Discussões focadas em direitos humanos, vida pós-escola, educação financeira e atividades sociais foram deixadas de lado. Contudo, sem o incentivo a essas atividades, não há razão para entender o valor do meio nas transformações sociais. Portanto, as mudanças devem começar também pela necessidade de se entender essa importância.
Assim sendo, é mister que a educação é a base para que haja modificações sociais na população brasileira. Nesse sentido, o Governo e as plataformas digitais - como redes sociais e televisão - podem trabalhar difundindo valores. Para isso, também é necessário que a população atue democraticamente por meio de manifestações que exijam o direito de acesso à educação prevista na Constituição de 1988. Quem sabe desse modo, a frase de Paulo Freire faça mais sentido na sociedade brasileira e a educação receba seu devido valor.