O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 12/11/2020

Segundo o ativista Nelson Mandela, “A educação é a maior arma que se pode usar para mudar o mundo”. Tendo este ilustre pensamento em vista, pode-se afirmar que o instrumento fundamental para a busca de evolução na vivência humana ocorre primordialmente com a educação. Todavia, empecilhos vêm sido enfrentados diante do sistema de educação fornecido para a população brasileira, o qual é vigente desde o final do século XIX e arcaico, como também, o baixo recurso e descaso em todo setor educacional. O Governo, juntamente com o Ministério da Educação, necessitam rever este quadro.

Em primeira análise, é necessário destacar que a educação brasileira está fundamentada em estruturas educacionais antiquadas, a qual enquadra e limita o pensamento crítico global do discente, assim, formando cidadãos respaldados em profissões ordinárias. A supervalorização dos vestibulares e concursos torna as escolas unilaterais e com só uma relevância: a aprovação. Com isso, o sentido humanitário e da própria vida que a escola deveria reproduzir é substituído pelo ensino formal, ocorrendo a privatização da sensação de pertencimento à sociedade pelo não reconhecimento do acadêmico em áreas profissionais variadas, senão as mais cobiçadas desde do início de sua experiência educacional.

Além disso, deve-se ressaltar a atual situação infraestrutural da maior parte dos centros educacionais, onde itens básicos estabelecidos pelo Plano Nacional de Educação, segundo a Lei nº 13.005/2014, não são implantados. Grande parte das escolas no Brasil apresenta problemas como a ausência de materiais didáticos, péssimas estruturas físicas, salas lotadas, carência de vagas e a infindável desvalorização moral e financeira dos professores. De acordo com estudo realizado pela Universidade de Brasília (UNB), somente 1% das escolas brasileiras têm infraestrutura ideal, o que comprova a falta de mobilização e o descaso do Estado em relação à precariedade do sistema educacional.

Tendo em vista os argumentos expostos acima, faz-se necessário, portanto, a execução de uma reforma na grade curricular obrigatória através do Ministério da Educação (MEC), a fim de que haja a maior valorização de conteúdos variados para um conhecimento mais abrangente do discente. Juntamente com isso, torna-se imprescindível que o Governo Federal disponibilize mais recursos financeiros a esse setor e invista na reforma das escolas, compras de matérias didáticos, aumento de vagas, bem como na capacitação e valorização salarial de professores, com objetivo de garantir melhorias no ensino público.