O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Tendo em vista que o processo socializador primário gira em torno da educação escolar, nota-se o despreparo das escolas governamentais brasileiras, pois as mesmas ainda utilizam um modelos educacional não-harmônico com as transformações do século XXI. Nesse sentido é possível notar o problema quando é feita uma análise a respeito dos cidadãos brasileiros com escolaridade completa, ou sobre a criminalidade. Desta forma, é irrefutável que há um problema estrutural na nação brasileira.
Adota-se como exemplo deste problema o filme-documentário brasileiro intitulado “Sequestro do Ônibus 174”, onde o protagonista Sandro Barbosa é apresentado como um “produto” da precariedade social-brasileira, pois além de não ter tido uma vida favorecida financeiramente, o mesmo não teve acesso à uma educação de qualidade. Constata-se que apesar de ser um brasileiro negro e morador de favela, Sandro ainda era órfão de pai e mãe, tendo sido testemunha do assassinato de sua mãe, que também era uma dependente química. Somado à isso, o filme termina com a morte de Sandro causada pela polícia militar do Rio de Janeiro, pois o mesmo teve de entrar no mundo do crime, sendo responsável por uma tentativa de roubo em um dos transportes públicos do Rio de Janeiro, que por eventos maiores transformou-se em um assalto com refém, ocasionando o assassinato da jovem universitária Geiza Gonçalves.
É preciso analisar, inicialmente, a falta de investimento governamental em suas instituições de ensino (como projetos de ensino, averbamentos estruturais das instituições), pois o mesmo implica em um ensino defasado, tornando-se maçante para os alunos, que muitas vezes tendem a entrar no mundo do crime, sendo aplicado um ensino defasado, pois o próprio não tem recursos para inovar, aumentar a dinâmica nas salas de aula, promover o interesse dos alunos e abandonar o tradicionalismo que assola os métodos de ensino. Desta forma, tanto o estímulo criativo quanto o aprendizado não conseguem evoluir.
Torna-se evidente que apenas investir na criação de unidades de ensino não é suficiente para suprimir o problema. Primeiramente, é preciso estabelecer parcerias entre o MEC (Ministérios da Educação) e órgãos particulares envolvidos financiando projetos e profissionais capacitados para esta área, adquirindo equipamentos modernos às escolas com o intuito de aumentar a dinâmica nas salas de aula, desta forma atingindo principalmente os alunos de escolas públicas e emergindo a riqueza intelectual do Brasil, refletindo na sociedade brasileira como um todo.