O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 12/11/2020

As políticas educacionais adotadas por Getúlio Vargas, a partir de 1930, embora foram de grande importância para o avanço da emancipação do ensino, como a criação de várias escolas e academias para formar professores, bem como a fundação do Ministério da Educação, ainda apresentam inúmeros obstáculos para o acesso de muitos brasileiros. Isso ocorre, ora em função da evasão escolar, ora pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é imperioso destacar que a evasão escolar é fruto do despreparo governamental para lidar com esse entrave. Sob essa ótica, tal desinteresse contraria o objetivo da educação de elevar e emancipar o indivíduo ,como defende Paulo Freire, idealizador do ensino Brasileiro. Diante disso, ressalta-se que esse é um desafio vigente, principalmente, devido à ineficácia do modelo atual, que restringe as capacidades individuais do aluno. Com efeito, observa-se um cenário de desestímulo pelos estudantes e a evasão escolar predomina aliada a fatores como renda, que faz a busca por trabalho ser uma necessidade. Logo é substancial a alteração desse quadro.

Outrossim, é imperioso destacar que o valor da educação na transformação, depende, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que melhore a educação. Isso se torna mais claro, por exemplo, da Suíça, em que o governo determina a educação pública como obrigação durante 8 anos, além de investir grandemente nela. Diferentemente do Brasil, país em que a educação não é vista como um olhar de transformar um indivíduo. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Depreende-se, portanto a tomada de caminhos para mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao Executivo em parceria com o Ministério da Educação -ramo do Estado responsável pela formação civil- investir na infraestrutura das escolas, através da destinação de recursos financeiros, afim de estimular a permanência dos estudantes. Ademais, o Governo Central deve impor a educação, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, por via da instauração e atuação de leis referente ao ensino obrigatório. Feito isso, a educação brasileira emancipará o indivíduo conforme defendia Paulo Freire.