O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 12/11/2020

Segundo o filósofo, Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Segundo tal afirmação a a valorização da educação nas escolas é demasiado baixa, uma vez que, os alunos ficam em suas mentes desde cedo que o principal objetivo de se estar em uma sala de aula é passar de ano, quando tal fato só deveria ser uma consequência de sua aprendizagem. E consequentemente vão passar o resto de suas vidas acumulando informações ou simplesmente decoram assuntos para as prova. Levando também em consideração a péssima qualidade de ensino em escolas públicas, que muitas das vezes não são valorizadas e muito menos qualificadas para o ensino.

Segundo o Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, as crianças não estão aprendendo, e sim decorando. Os estudantes estão tão focados em tirar boas notas que, muitas das vezes desvalorizam aprendizagem e focam em apenas “passar de ano”. É crucial levarmos em consideração a questão da pressão familiar, os pais, uma vez que colocam seus filhos em uma escola de nível superior, esperam as melhores notas, criando assim uma enorme pressão no aluno. E consequentemente a frustração do estudante caso não consiga alcançar a nota desejada, levando-o muitas das vezes à depressão e/ou tomar medidas drásticas para tirar notas boas, como a cola e acabam chegando ao mercado de trabalho quase sem aprendizagem.

São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos nas escolas, por exemplo, as crianças tanto do ensino fundamental quanto do médio que e não dominam a habilidade de ler e escrever, baixos salários, professores frustrados com as péssimas condições de trabalho e a falta de investimentos do governo na educação. Segundo o Ministério da Educação, em escolas brasileiras públicas, apenas 41,6% contam com rede de esgoto. 46,8% das escolas de ensino fundamental dispõem de laboratório de informática, 65,6% das escolas têm acesso à internet, porém é de má qualidade. Biblioteca e ou sala de leitura está presente em pouco mais da metade.

Em vista da atual situação, é inegável que o governo invista não apenas na educação, como também na segurança e na estrutura escolar, garantindo uma boa qualidade ensino para todos, independente da desigualdade econômica. Tanto as escola quanto os pais devem ensinar as crianças que, nota não define inteligência, deve-se dar palestras e/ou orientações com psicólogos para conscientizar o aluno de que seu objetivo não é “passar de ano” e sim realmente aprender, evitando que a nova geração entre “crua” no mercado de trabalho.