O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 12/11/2020

Na obra cinematográfica “Educação Proibida”, são apresentados recursos que se propõe a questionar as lógicas de escolarização moderna e a forma de entender a educação, por meio de uma pesquisa em oito países, realizando entrevistas com mais de 90 educadores com propostas educativas alternativas. O filme visa iniciar um debate de reflexão social sobre as bases que sustentam as escolas, ao passo que ao observar o Brasil, percebe-se que não há eficácia em seus suportes educacionais pela falta de investimentos governamentais. Assim como, o trabalho infantil sucede em muitas famílias, pela concentração monetária existente no país e a desigualdade social que ocasiona.

Em primeira análise, O Plano Nacional de Educação, por exemplo, estabelece 20 metas para serem cumpridas até 2023, entre as metas, talvez a mais polêmica seja aquela que trata do porcentual do PIB que deve ser investido em educação, com o País saindo dos 5,3%, em 2012, passando a investir o equivalente a 10%. Apesar do avanço, a maioria dos especialistas considera que o montante está longe de ser o suficiente para garantir qualidade ao ensino, uma vez que o atual investimento por estudante, é apenas um quarto do que gastam os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, além da ampliação dos recursos que não se traduziu numa melhoria consistente para os salários dos professores, reduzindo o impacto da tão propagandeada “valorização” do Magistério.

Em segunda análise, o trabalho infantil é um fenômeno social diretamente relacionado com condições econômicas da família, crianças trabalhadoras, mesmo tendo a oportunidade de estudar, podem ter o tempo de estudo reduzido, além de perderem o direito de ser criança pela ausência de lazer indispensável à esta etapa da vida, prejudicando, assim, o aprendizado e, consequentemente, aumentando a repetência, bem como a desistência de frequentarem a escola. Isso significa dizer, que as políticas públicas devem priorizar a atenção voltada para crianças e adolescentes, posto que estes são indefesos e merecedores da proteção Estatal frente aos abusos, explorações, deficiências e precariedade existentes na realidade social que dominam o nosso País.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Por via do Ministério da Educação, devem-se propor medidas para o acréscimo do investimento nos institutos públicos e privados de educação, assim como o investimento no salário de professores, com a finalidade de transformações sociais futuras feitas pelos jovens de ensino médio completo. Tal como o Estatuto da Criança e do Adolescente, deve reforçar suas medidas legislativas, por intermédio de fiscalizações regulares em periferias e escolas, com o intuito de garantir a segurança dos jovens.