O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 12/11/2020
É de conhecimento geral que são vários os países que apostam na independência e na especialização dos alunos mundo a fora e, dentre eles, está a Finlândia, que adota tópicos multidisciplinares e tem sua educação considerada a melhor da Europa e do mundo. Partindo do país europeu e comparando com o Brasil, nota-se o não reconhecimento da educação, que resulta na ausência de ascensão social e na não conscientização dos direitos e deveres da sociedade.
Nesse sentido, vale lembrar que as transformações sociais estão relacionadas ao valor que o país atribui à educação, porém no estado brasileiro as políticas públicas educacionais não são priorizadas. Essa derrocada é provocada pela falta de verba em outros setores- como agricultura e saúde- que obriga a transferência de recursos financeiros, bem como a mudança de concepção sobre a educação, que é posta em segundo plano, o que contradiz a máxima do educador e filósofo Paulo Freire, o qual afirma que sem a educação, a sociedade não muda, isto é, o ensino de qualidade é a base para a prosperidade de qualquer nação. Tal afirmação é comprovada ao analisar a história da Coréia do Sul, por exemplo, que nos anos 1940 estava devastada e viu como válvula de escape o investimento maciço em livros e instituições educacionais, o que resultou na valorização educacional, do professor, no crescimento econômico e, principalmente, na ascensão social.
Além disso, não bastasse a ausência de ascensão social, discutir a não conscientização dos direitos e deveres da sociedade torna-se ainda mais relevante na medida em que tal fator influencia o IDH- Índice de Desenvolvimento Humano- do país. Esse fato é demonstrado pela relação diretamente proporcional entre uma educação de qualidade nos diferentes graus de instrução atrelado ao aumento do esclarecimento de informações em diversos âmbitos, no entanto essa relação não é igualmente distribuída, um vez que são poucos tem acesso à uma educação diferenciada. Consequentemente, essa problemática resulta na tomada de decisões descabidas, como a crença em notícias sem cunho científico, o descarte irregular do lixo, a comercialização de votos e a falta de planejamento familiar.
Diante desse panorama, cabe ao Ministério da Educação- órgão responsável pelo plano nacional de educação- promover propagandas, por intermédio da mídia segura e comerciais de televisão, que visem a valorização e importância da educação como elemento transformador da sociedade em busca de desenvolvimento social. Ademais, é imperioso que o mesmo ministério elabore um plano anual mais adequado aos níveis internacionais de desenvolvimento humano e social. Dessa forma, instituídas tais ações, é possível que o território nacional se aproxime dos parâmetros finlandeses e alcance maior prosperidade para essa geração e para as inúmeras ainda irão habitar um país digno.