O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 16/11/2020
O educador Paulo Freire defendia, no estudo da “Pedagogia do Oprimido”, que somente a classe alta tem acesso as melhores condições escolares e que isso favorecia a desigualdade social e que, contudo, há uma exclusão de classes menos favorecidas ao próprio sistema educacional brasileiro e os diferentes tipos de percepções na sociedade contemporânea.
Primeiramente, a exclusão social de classes menos favorecidas tem um grande impacto na qualidade pedagógica brasileira. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), mais da metade dos estudantes universitários são oriundos de escolas particulares ou militares, o que esclarece, nitidamente, a dificuldade no acesso de pessoas negras, pobres e periféricas em universidades públicas. Esse entrave deve-se pela péssima qualidade de ensino público, em que, muitas vezes, os alunos não possuem nem um livro didático ou um professor fixo, resultado de falta de investimentos na educação.
Em segundo plano, a falta de percepções sobre a sociedade contemporânea acaba que afeta a vida não só desse aluno, mas de toda uma estrutura política. Quando Paulo Freire diz que o conhecimento volta-se para a escola e a formação de consciência política, ele também afirma que, a falta dela, gera seres fáceis de manipular. Durante a segunda Guerra Mundial e a Ditadura militar brasileira, governos autoritários limitavam o acesso aos livros e a educação, o que favorecia, portanto, a prosperação desse tipo de governo, o que, para um lado, é interessante para o controle em massa.
Destarte, a educação vira-se totalmente para um problema público, portanto, o Estado, junto com o Ministério da Educação, deve firmar políticas de cotas no acesso ao ensino superior para pobres e negros, junto com o aumento de financiamento no ensino básico e, médio prazo, a diminuição da desigualdade. Contudo, financiar a educação, também é um retorno econômico e a manutenção da democracia brasileira.