O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 16/11/2020
Na contemporaneidade, a inserção das tecnologias no plano educacional incentivou a criação de um novo estilo de ensino, muito mais dinâmico e eficaz do que o ensino tradicional. Todavia, no Brasil, em decorrência das enormes injustiças sociais presentes no país, somente as classes ricas têm tal privilégio, o que reflete cada vez mais a restrição das classes pobres em usufruir desse benefício engrandecedor.
De início, é importante destacar que a inovação dos métodos de ensino no campo da educação proporciona o aperfeiçoamento progressivo da intelectualidade dos estudantes. Nesse sentido, a migração das novas tecnologias, como as plataformas digitais que estão interligadas com a propagação de informações científicas e culturais - a exemplo da empresa YouTube, a qual disponibiliza diversos vídeos educativos de conhecimentos gerais -, revolucionou as formas de ensino dos professores nas escolas. De fato, a aliança entre a tutoria pedagógica escolar e o mundo digital possibilitou aos alunos a eficácia do estudo ativo, isto é, um estudo que prioriza tanto a teoria como a prática dela no cotidiano desses indivíduos. Dessa maneira, o desenvolvimento cognitivo e, sobretudo, social, torna-se uma realidade notória no mundo moderno.
Entretanto, vale ressaltar que no Brasil tal fenômeno não abarca toda a população nacional, principalmente os grupos de baixa renda. Isso ocorre porque existe no país um dramático histórico de desigualdades econômicas e sociais entre os cidadãos. Nesse contexto, há a precariedade e a inexistência igualitária do acesso à Internet, visto que apenas 42% das classes “C” e “D” estão conectadas às mídias digitais, conforme levantamento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Tal conjuntura minimiza potencialmente as chances de ascensão intelectual e social desse segmento populacional, já que a educação contemporânea, inegavelmente, transforma poderosamente as pessoas. Dessa forma, há uma restrição das novas ferramentas educacionais aos mais pobres - o que corrobora a perpetuação das discrepâncias econômicas e sociais na nação brasileira.
Diante do exposto, para mudar radicalmente essa injusta situação, cabe ao Ministério da Economia, por meio de verbas públicas federais, auxiliar a população menos abastada com a compra de equipamentos tecnológicos, como computadores e Internet banda larga, as quais serão enviadas a esses cidadãos com o objetivo de dar a oportunidade aos estudantes pobres de adentrarem no espaço virtual e digital e usufruírem de todos os benefícios que a educação contemporânea proporciona. Assim, com efeito, haverá a igualdade social em termos educacionais.