O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 02/12/2020

Em 1453, Maomé II, pôs fim ao Império Romano. Com isso, intelectuais evadiram-se com saberes greco-romanos que, mais tarde, culminaram no Renascimento e evidenciaram a educação. Todavia, mesmo sendo imprescindível às revoluções, no Brasil, a educação está à deriva. Isso porque, a alfabetização é precária, mas também o escasso investimento na educação tornam isso possível. Nessa lógica, convém adotar medidas para reverter o cenário em vigor.

Primeiramente, é importante destacar que, no Brasil, somente 48% da população é alfabetizada, conforme pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2019. Posto isso, o acesso ao mercado de trabalho torna-se restrito aos cargos que não exigem certificações de ensino, os quais geralmente remuneram menos em relação aos que exigem certificações de cursos superiores. Logo, de posse do ensino deficiente, assim como de baixa carga informacional, visto que ofícios que não reclamam tais certificados geralmente exigem atividade intelectual reduzida, outrossim mecânica aumentada. É improvável que o indivíduo promova revoluções significativas na sua sociedade.

Nesse contexto, é importante citar que o investimento do Governo na educação caiu mais de 50% nos últimos 4 anos, de acordo com Informativo da Câmara dos Deputados. Assim, a falta de investimento estatal na educação promove certa desigualdade, cujo reflexo pode ser percebido mesmo nas diferenças de desempenho em vestibulares, sobretudo no ensino público. Uma vez que o aluno oriundo de escola privada tem, na maioria dos casos, nota superior ao aluno proveniente da escola pública, conforme nota do primeiro e último do curso de Medicina, da Universidade Federal do Estado de Santa Catarina.

Destarte, é imprescindível que a taxa de alfabetização cresça, mas também que o Governo aumente seus investimentos na Educação pública, a fim de que os componentes do Estado tenham bases informacionais, sem as quais não há transformações sociais. Para tal, o Ministério da Educação deve promover cursos de alfabetização, por meio das próprias escolas públicas, à noite, dado que é o horário em que a maiorias das pessoas não trabalha, a fim de maximizar a alfabetização. Em adição, é indispensável que o Governo aporte capital na educação, essencialmente no material didático, por meio de parcerias com empresas privadas e, impreterivelmente, forneça isenções fiscais à tais empresas, de modo que possam cobrir todas as escolas, para que o ensino seja páreo ao privado. Com isto, será possível vislumbrar as transformações e revoluções, essenciais aos desenvolvimentos, a pairar pelo Brasil.