O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 10/12/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, ’’ todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Entretanto, é possível observar uma falha grave na garantia desses direitos por meio da falta valores educacionais direcionadas à transformações sociais dos indivíduos brasileiros, uma vez que não abrange a todos. Dessa Forma, tal questão é um desafio no país, não só devido às falhas legislativa, como também ao legado histórico do país. Portanto, é necessário analisar os principais fenômenos constitucionais e sociais do problema.

É relevante abordar, primeiramente, que a falha na legislação constitui o âmago da problemática evidenciada. A constituição de 1988, umas das mais conhecidas do Brasil, defende a igualdade e a educação para todos os indivíduos. No entanto, tal legislação se apresenta de forma frágil quando vista sob perspectiva de os valores educacionais nas transformações sociais, visto que consegue abranger todos os indivíduos independentemente de renda. Nesse contexto, a defasagem nos ensinos públicos principalmente, em falta de investimentos para proporcionar um ambiente favorável de estudo e cultura em áreas marginalizadas. Assim, torna as escolas públicas um sistema limitado, tanto na qualidade de garantir os valores educacionais na prática, como em favorecer uma melhor qualificação do aluno.

Outrossim, cabe ressaltar o legado histórico do Brasil dentre as origens do problema supra referido. Segundo Confúcio, filósofo chinês, é possível entender o presente apenas tomando conhecimento dos eventos passados. Sob esse viés, apesar da precariedade do sistema educacional ser configurado hodiernamente, está enraizado de forma consistente no passado brasileiro, pois o ensino centralizador e convencional que não aborda as demais áreas de conhecimento contemporâneo, como por exemplo o QE- inteligência emocional-, a interdisciplina focada na prática do cotidiano e disciplinas básicas da área econômica, não são e nunca foram aplicadas no sistema brasileiro no geral.

Em suma, a partir dos fatores supracitados, é evidente que tais eventos precisam ser solucionados. Para tanto, cabe ao MEC- Ministério da Educação-, por meio de investimentos direcionados na qualidade das escolas públicas do ensino fundamental II e ensino médio, acrescentar nas grades curriculares as disciplinas de direito e deveres constitucionais, educação cibernética, QE e promover , na prática, a interdisciplina. Espera-se, com isso, descentralizar o ensino à ampliar as capacidades do aluno em diversas áreas de conhecimento contemporâneo, além de saber emprega-las no cotidiano. Por fim, diante dessas ações, é possível que o Brasil supera tal impasse ao garantir os direitos civis a população.