O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 10/12/2020
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no Sistema Judiciário Brasileiro - assegura o direito à educação para todos os brasileiros como forma de promover a cidadania. No entanto, nota-se que não são todos os cidadãos que vão para a escola, principalmente por causa da precária infraestrutura do ambiente, e pela falta de interesse. Tais fatores desencadeiam a estagnação social do ser humano, impossibilitando que ocorra a sua ascenção social no país. Dessa maneira, o Estado e a família devem realizar atitudes para minimizar tal adversidade.
Nesse contexto, percebe-se como a desigualdade social afeta as comunidades carentes. Pelo fato da falta de uma infraestrutura boa, vários alunos abandonam a escola, privando-se do processo transformador que a educação traz para a vida do estudante. Por exemplo, a não obtenção do material didático, a escassez de higiene no ambiente, como as salas ficarem sujas, e a falta da merenda desestimula o aprendiz a procurar na escola uma forma de vida melhor. Além disso a falta de interesse por parte dos adolescentes em um sistema que é falho com eles, ocasiona a evasão escolar, que ocorre majoritariamente por estudantes da periferia. Infelizmente, a predominância de uma educação verticalizada e conteudista, que de acordo com o filósofo Paulo Freire, não transmite conhecimento ao aluno, desentimulando-o a dedicação no estudo. Dessa forma, fica nítido que não são todos os seres que possuem acesso à uma educação de qualidade, o que fere com a norma da Carta Política e aumenta a desigualdade social no país.
Ademais, como consequência da exclusão no sistema educacional há a estagnação social. Segundo o sociólogo Thomas H Marshall, as pessoas são dotadas de direitos sociais, civis e políticos que garantem a sua cidadania. Entretanto, quando há o abandono da instituição escolar tais garantias ficam difícies de se obter, pois o mesmo é mais facilmente manipulável. Por conseguinte, a qualidade de vida, a liberdade indivídual e o papel na política são inviabilizados a esse ser humano, e, portanto, o mesmo não consegue ascender socialmente. Desse modo, o fundamento da cidadania tanto para Marshall como para a Carta Administrativa torna-se inalcançável para tal cidadão.
Diante do exposto, deve-se realizar ações para divergir tal quadro. Assim, o Estado deve disponibilizar verbas para melhorar a infraestrutura da instituição escolar. Adicionalmente, a família, principal instituição social, deve incentivar seus filhos para irem à escola, mediante diálogos sobre o papel transformador da mesma, com o intuito de garantir sua cidadania e a ascensão social.