O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 18/12/2020

Segundo a Constituição Federal, a educação é um direito básico que deve ser garantido pelo Estado e pela família, em conjunto com a sociedade, visando ao pleno desenvolvimento do indivíduo, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Portanto, é competência do Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito. Contudo, isso não ocorre, devido a negligência governamental que priva esse benefício de uma grande parcela da população brasileira.

Durante o período da Antiga Roma, a educação foi um privilégio restrito apenas à elite local. De maneira análoga, a sociedade brasileira vive um cenário de desigualdade extrema que leva crianças e jovens, principalmente negros e pobres, à evasão escolar devido a necessidade de auxiliar no sustento da família, deixando o direito ao ensino àqueles com melhores condições financeiras. Segundo dados da Unicef, 70% dos jovens brasileiros entre 14 e 19 anos que são vítimas ou autores de homicídios estão fora da escola há pelo menos dois anos. Dessa forma, a pobreza generalizada oculta pelo Estado converte a sociedade em caos, no que tange ao crescimento desenfreado das favelas e a marginalidade em sua plenitude.

Nesse contexto, a UNESCO afirma que o índice de violência no Brasil teve uma queda de 40% nos últimos 5 anos, após a elaboração de programas que promovem melhorias na educação do país. Assim, a frase de Nelson Mandela, importante ex presidente da África do Sul, ‘’ a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’’, se faz segura, de forma que é notório o impacto do ensino na sociedade, pois melhora o cenário de crime e permite aos indivíduos exercerem melhor suas cidadanias e compreenderem seus direitos e deveres.

Conforme o exposto, é perceptível a importância da educação para que as transformações sociais ocorram. Visto isso, são necessárias ações que levem o país a uma posição mais justa e igualitária. Para tanto, o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover melhorias nas infraestruturas das instituições públicas de ensino, por meio de maiores incentivos financeiros, de modo que esse recurso seja investido em alimentação, materiais gratuitos a serem doados, professores qualificados, entre outros, afim de, assim, garantir a educação acessível e democrática prevista na Constituição.