O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 17/12/2020
No filme “Sociedade dos poetas mortos”, o professor John Keating, mais do que ensinar matérias didáticas aos seus alunos, os ensina a ter pensamento crítico, autonomia e a seguir suas paixões. Fora da ficção, valores semelhantes precisam ser passados aos estudantes brasileiros, com o apoio de instituições escolares e do governo. Entretanto, apesar de ser uma ação necesária, ainda não faz parte da realidade do país.
Primordialmente, é preciso considerar a persistência de escolas em priorizar apenas matérias inclusas na grade curricular, além das notas de seus estudantes, ação que cria um comportamento competitivo entre seus alunos, e faz com que um deseje ser melhor ou superior que o outro. Pitágoras diz “eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”. Nessa perspectiva, emerge o dever de ensinar, em especial, a tolerância e o respeito, e outros valores que farão com que a criança e/ou adolescente aplique em suas transformações sociais.
Em segundo plano, pode-se notar o descaso do Estado brasileiro para com a educação. Isso pode ser evidenciado na PEC 241, aprovada em 2016, que congela os gastos da educação por 20 anos. Nesse cenário, observa-se que não é uma prioridade do governo e, sendo assim, torna escasso os meios de mudar ou criar novos métodos para a melhora do ensino brasileiro, para que inclua mais do que matérias didáticas.
Diante do exposto, é notório a necessidade de melhoras na área da educação e formação de seres humanos respeitados. Para tanto, faz-se mister que a população, composta principalmente por pais, responsáveis e professores, reivindique os direitos da educação garantidas para seus filhos e a inserção de palestras que os auxiliem na noção de consciência social. Assim, por meio de campanhas e abaixo-assinados nos meios midiáticos, é possível chamar a atenção do Governo Federal. Dessa forma, os valores ensinados na sala de aula de John Keating, no filme, podem passar a se tornar parte da realidade do estudante brasilero.