O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 23/12/2020

Segundo a Constituição Federal, a educação é um direito básico que deve ser garantido pelo Estado e pela família, em conjunto com a sociedade, em vista do pleno desenvolvimento do indivíduo, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Portanto, é competência do Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito. Contudo, isso não ocorre, em razão da negligência governamental que priva esse benefício de uma grande parcela da população brasileira e acentua a desigualdade e criminalidade no país.

Primeiramente, ressalta-se que a sociedade brasileira vive um cenário atual de desigualdade extrema que leva, de acordo com o IBGE, 33% de jovens e crianças, principalmente negros e pobres, à evasão escolar em virtude da necessidade do trabalho para auxiliar no sustento da família. Dessa forma, o direito ao ensino fica restrito àqueles com melhores condições financeiras. Além disso, dados da Unicef afirmam que 70% dos jovens brasileiros entre 14 e 19 anos consideradas vítimas ou autores de homicídios estão fora da escola há pelo menos dois anos. Assim, a pobreza generalizada oculta pelo Estado converte a sociedade em caos, no que tange ao crescimento desenfreado das favelas e a marginalidade em sua plenitude.

Outrossim, a UNESCO afirma que o índice de violência no Brasil teve uma queda de 40% nos últimos 5 anos, após a elaboração de programas que promovem melhorias na educação do país. Logo, a frase de Nelson Mandela, importante ex-presidente da África do Sul, ‘’ a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’’, se faz segura, de forma que é notório o impacto do ensino na sociedade, pois melhora o cenário de crime e permite aos indivíduos exercerem melhor suas cidadanias e compreenderem seus direitos e deveres.

Portanto, é perceptível a importância da educação para que as transformações sociais ocorram. À vista disso, são necessárias ações que levem o país a uma posição mais justa e igualitária. Para tanto, o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover melhorias nas infraestruturas das instituições públicas de ensino, por meio de maiores incentivos financeiros, de modo que esse recurso seja investido em alimentação, materiais gratuitos a serem doados, professores qualificados, entre outros, a fim de proporcionar a educação acessível e democrática prevista na Constituição.