O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 05/01/2021
A escola e o indivíduo
É indubitável que a educação tem o poder de quebrar barreiras sociais. Já nos séculos XVIII e XIX, os filósofos Immanuel Kant e Max Weber entendiam a escola e a educação como pontos fundamentais na formação do ser humano.
O pensamento kantiano diz que “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Na frase, Kant afirma que o papel que um homem tem na sociedade é inteiramente construído mediante a educação que recebeu. Dessa forma, camadas inferiores a teriam como modo de atingir uma possível ascensão social.
De modo semelhante, Max Weber analisou a escola como uma instituição essencial para a transformação do caráter de um indivíduo. De acordo com o sociólogo, uma rotina escolar promove a internalização de valores e de conhecimentos que servirão de bagagem para todas as interações sociais futuras. A esse processo, Weber deu o nome de socialização primária. Sua importância se dá no mercado de trabalho: hoje em dia, valoriza-se cada vez mais os bons modos e a disciplina, além do conhecimento técnico, para se ter um emprego digno.
Contudo, ter uma educação de qualidade é algo quase inacessível para a parcela da população brasileira impossibilitada de estudar em corporações privadas. O ensino público é reconhecido por quase todo cidadão brasileiro pelo seu estado débil. Tal condição torna raros os casos de possibilidade de ascensão social por meio da educação.
Dessarte, o valor da educação nas transformações sociais é ingente, porém mal trabalhado pelos órgãos governamentais responsáveis pela educação. Uma mobilização social das camadas inferiores exigindo melhores condições de ensino pressionaria o governo a promover investimentos mais eficientes no campo educacional. Tal sendo feito, haveria qualidade na formação dos indivíduos e, consequentemente, nas condições de vida, caracterizando uma transformação social.