O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 06/01/2021

No Japão o governo obteve sucesso ao oferecer uma educação de condições semelhantes a toda população, através de incentivos governamentais, a maior parte dos habitantes tem acesso a um ensino de qualidade, independentemente de sua classe social. Já no Brasil, essa realidade ainda está bem distante, visto que o país detém uma vasta desigualdade econômica e social, aliado ao fato de que o investimento na rede pública de educação é totalmente discrepante da realidade vivida pelos estudantes da rede privada de ensino.

Em primeira análise, a desigualdade vivida pela sociedade brasileira impacta diretamente o ensino dos alunos mais pobres, periféricos e negros do país. Haja vista que, muitas vezes, esses discentes não têm acesso às escolas, ou muitas vezes estudam em péssimas condições. Além disso, a baixa qualidade do ensino, a metodologia antiga e, por vezes, as dificuldades financeiras desse aluno dificultam o seu desempenho acadêmico. Nesse sentido, a diferença de conhecimento adquirido através da rede pública e privada de ensino é evidente, podendo tirar desse jovem muitas oportunidades que a educação traz.

Outrossim, a falta de investimentos do Estado dificulta ainda mais essa questão. Vale ressaltar que, entre 2014 e 2018 o investimento em educação no Brasil caiu cerca 56%, segundo dados do site UOL. Dessa maneira, a qualidade do ensino público também diminui, tendo em vista que as escolas não tem recursos para desenvolver uma metodologia transformadora, uma vez que necessita de recursos tecnológicos e nem todas tem acesso. Nessa perspectiva, a educação é a maneira mais efetiva de se transformar a sociedade e diminuir a pobreza, Nelson Mandela disse que “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”

Portanto, fica nítido o quanto a educação é importante para a transformação social no Brasil. Também fica claro o quanto ela necessita de atenção. Por isso, cabe ao Estado investir em uma educação de qualidade para todos os indivíduos, através da liberação de verbas e incentivos sociais como o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Paralelamente, precisa-se que as escolas usem sua influência para despertar um senso crítico e o interesse nos alunos, utilizando novas metodologias e tecnologias. Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” logo, investir em educação não é uma despesa e sim um investimento.