O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 08/01/2021

A Constituição Federal de 1988, democrática e humanística, garante princípios de cidadania para a população. Contudo, essa carta magma, muitas vezes, não é respeitada pela administração do país, principalmente no que tange ao direito à educação e às igualdades sociais no país. Com isso, surge a problemática de organização da gerência do Brasil, de forma que, a partir de uma educação mais regular, conquiste a diminuição das diferenças sociais.

Segundo o filósofo Immanuel Kant: " O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". Dito isso, é indubitável a necessidade da educação na vida dos seres humanos, é a partir dela que se fazem pessoas críticas e preparadas para o conívio social. No entanto, a educação no Brasil sofre com a falta de incentivos e apoio do poder público, o qual não garante uma educação de qualidade para todos os cidadãos. Dessa forma, o déficit educacional cuasa a elevação das diferenças sociais no país, já que impulsiona a informalidade e desqualificação das classes mais baixas, o que reduz o ciclo de oportunidades. Posto isso, torna-se evidente o valor que a educação exprime na sociedade, uma vez que sem o investimento nesse campo, as consequências sociais negativas se fazem presentes diaramente.

Ademais, além da falta de suporte governamental para a valorização da educação como forma de mobilidade social, o poder público mascara a realidade com políticas momentâneas de garantia de direitos, como exemplo o sistema de cotas. Dessa maneira, tem-se a substituição de um projeto permanente e eficaz que deveria revolucionar a base estrutural educacional, por um sistema que na verdade apenas garante o mínimo para o cidadão sem perspectivas de mudanças futuras. Por conseguinte, o acesso à educação dos mais pobres se perpetua de forma diminuta, constituindo assim uma sociedade de desigualdades sociais pela falta de acesso. Dessarte, as transformações sociais que poderiam ser promovidas pela educação permanece de forma abafada, posto que a o setor educativo se perpetua desvalorizado.

Portanto, a fim de atenuar o problema, o poder público deve investir em reformas na base estrutural da educação, inserindo capital nos transportes escolares, construção de novas unidades de ensino e na capacitação de professores. Desse modo, ocorrerá a elevação das taxas de escolaridade da população, o que acarretará em um maior senso de criticidade e de informações para os cidadãos, que mediante isso, conquistarão a promoção de circunstâncias mais favoráveis de mobilidade social devido ao poder da educação.