O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Conforme o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, a educação de qualidade é um direito fundamental social e que visa o pleno desenvolvimento da pessoa. Ainda assim, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traz que o índice de evasão escolar brasileiro é o 3º pior do mundo, alcançando cerca de 23%. Tal índice tem como propulsor negativo a desiguldade educacional e a inserção precoce do jovem ao mercado de trabalho.

Dessarte, a definição da desiguldade educacional é feita pela falta de estrutura e suportes as crianças e jovens que frequentam determinado centro de ensino. Em um estudo realizado pela Folha de São Paulo que observou o desempenho de todas as escolas de cada município no Indice de Educação Básica (Ideb) no ano de 2015 e 2019, examinado as que obtiveram o melhor e o pior índice. O resultado do estudo indicou que nesses 4 anos, houve um aumento em 59% na desigualdade do ensino nas escolas de periferias e de áreas rurais.

Outrossim, a inserção precoce do jovem no mercado de trabalho também é um fator determinante para que o índice de evasão escolar seja alto. Isso porque cerca de 25% do nosso país é pobre, fazendo com que a educação não seja prioridade. De acordo com a Unicef, o trabalho em concomitância aos estudos é um dos principais motivos para o abandono escolar e que a cada 10 jovens, 4 optam por ir trabalhar a concluir o ensino básico.

A fim de que esse cenário caótico seja revertido e que o índice de evasão escolar diminua, faz-se necessário a criação de um programa por meio de uma parceria público-privada entre o governo municipal e as empresas da localidade buscando oferecer oportunidades aos jovens estudantes no período inverso ao escolar. A contratação do jovem pelo programa será renovada a cada seis meses, mediante a comprovação de matrícula estudantil.