O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Na Grécia Antiga a educação era vista como algo primordial para uma sociedade sendo utilizada para delegar as funções de cada pessoa nas Cidades Estados. Assim, quem possuía conhecer assumiria cargos influentes e considerados importantes. Enquanto as demais, sem essa aptidão, estariam destarte aos trabalhos braçais e “inferiores”. Atualmente, ainda é possível observar essa realidade em nossa civilização, ficando evidente a urgência de medidas que diminuam a desigualdade social provocada pelas diferenças na qualidade de ensino.
Em primeiro lugar, a educação pode ser usada para transformar a sociedade, seja para melhor, ou seja para acentuar problemas já existentes. Nesse sentido, o sociólogo Pierre Bourdieu afirmou que a escola pode ser uma legitimadora de desigualdade social. Infelizmente, tal afirmação é comprovada ao analisarmos o abismo da diferença de ensino entre escolas públicas e privadas. Desse modo, com a analise de investimentos em estruturas, materiais e metodologias de ensino, somado aos profissionais totalmente desmotivados pela desvalorização dos seus trabalhos. Acabam tornando a educação que chega aos mais necessários de incentivos cada vez mais distante do que seria o ideal. E assim a população carente se mantém sem perspectivas de melhora e continua, em sua maioria, a margem da sociedade tal como na Grécia Antiga.
Outrossim, quando valorizada pelos governantes, a educação, torna-se uma alavanca para o crescimento de uma nação. Isso fica exemplificado ao analisarmos uma evolução espantosa da China que há 40 anos era um país rural e pobre. Atualmente, após investimentos maçantes nos melhores métodos de ensino, valorização dos professores e abertura de escolas de alto padrão, levaram o país para uma lista dos mais desenvolvidos e ricos do mundo. Dessa forma, é evidente que uma maneira como os órgãos governamentais lidam com o ensino tem o poder de definir se a escola será um fator de desenvolvimento ou irá acentuar a desigualdade na população.
Portanto, cabe aos órgãos governamentais promoverem atitudes que reduzam o abismo nas diferenças de ensino para a população de baixa renda. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Educação - órgão responsável pela administração da educação- promova por meio de verbas governamentais, investimentos para aumentar os ganhos e oferecer mais benefícios aos profissionais da educação que se destacarem. Assim como investimentos em técnicas mais eficientes de ensino e estruturas físicas e tecnológicas com melhores materiais diádicos que tornem as aulas mais dinâmicas, melhorando a qualidade do ensino Público. Dessa forma a educação não será um fator de desigualdade, como afirmado Bourdieu, e a sociedade será transformada.