O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 15/01/2021

No século XVII, o grande fluxo de ideias liberais trazidas por diversos pensadores ao redor do mundo foi tão impactante que, mesmo chegando somente a uma minoria letrada, ocasinou várias revoluções sociais, políticas e econômicas, a exemplo da francesa e da americana, que abalaram o Antigo Regime - movimento conhecido como iluminista. Nesse contexto, percebe-se a importância da educação, como instrumento divulgador de ideias e amplicador do senso crítico e, por conseguinte, da reflexão, para as transformações sociais. Entretanto, no Brasil, a educação perde todo a sua relevância ao se deparar com a desigualdade socioeconômica e a mudança de valores do ensino.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a distribuição de recursos financeiros é desigual em todo território nacional - segundo o coeficiente de gini, o Brasil está entre os 10 paíse com maior concentração de renda-, sendo uma das causas do discrepante acesso ao conhecimento. Nesse sentido, o sociólogo Pirre Bourdie afirma que as desigualdades sociais não são frutos somente da diferença  entre os volumes de dinheiro, mas também da quantidade de conhecimento socialmente aceito, pois apenas quem possuí recursos suficientes tem acesso a uma educação privilegiada. Portanto, faz-se necessário um modernização das escolas públicas para que todos tenham a oportunidade de uma educação de qualidade.

Em segunda análise, é imprescindível destacar que o foco do ensino na escolas brasileiras, sobretudo no ensino médio, não é a apredizagem nem o aprimoramento do senso crítico do aluno e, sim, a sua aprovação em vestibulares e concursos. Destarte, o que as instituições de ensino brasileiro buscam é o prestígio, a reputação da casa e, no caso da privadas, o aumento das matrículas - seguindo a lógica capitalista do lucro. Logo, essas mudanças de valores do ensino tornam os estudante “escravos” de constantes simulados e de aulas monótodas que não estimulam uma discussão nem uma reflexão, mas apenas o entedimento de tal assunto sem o seu contestamento.

Diante do exposto, para que todos os alunos brasileiros tenham uma verdadeira educação é mister que o Ministério da Educação faça, por meio da opinão de professores e alunos, uma análise do que seria necessário invistir - infraestrutura, qualidade do ensino ou dos professores, por exemplo - e, claro, invista a fim de melhorar a educação nas escolas pública, pois o problema não é falta de verba e, sim, de gestão - o Brasil investe de cerca de 6% do seu PIB em Educação. Ademais, ONGs e a própia família, em conjunto, deveria exigir das escolas uma reformulção da forma de ensino a fim de priorizar reflexões e discussões criativas. Dessa forma, a educação do Brasil consiguirá o seu papel nas transformações sociais como o movimento iluminista.