O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 24/03/2021

“Uma nação se faz com homens e livros”. Na ótica de Monterio Lobato, essa advertência é inquestionável, uma vez que o hábito de estudar torna-se benéfico à saúde mental e, sobretudo, uma atitude básica na formação dos indivíduos. Nessa perspectiva, percebe-se o Brasil com um índice deficitário nessa área, na qual a ausência de valorização da educação nas transformações sociais e, por tabela, o absentismo de auxílio e incentivo a coletividade, destacam-se como um processo retrógado. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa esfera. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à educação de qualidade é garantido a todos os indivíduos. Em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, visto que os colégios de rede pública são precários e não apresentam programas de incentivo a educação, assim, essa deturpação no âmbito educacional impede que transformações socias ocorram, haja vista que, para o educador Paulo freire, se a educação sozinha não muda o olhar coletivo, sem ela tão pouco a sociedade muda. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático da coletividade nessa temática. Na dialética de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes’’, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando os indivíduos não enxergam o valor do ensino com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como a marginalização e a desigualdade, fato justificado pelo IBGE, que apontou que 11 mil jovens não são alfabetizados. Dessa forma, é fulcral que a sociedade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para essa agrura, ampliando as instituições de ensino e promovendo um maior incentivo aos estudantes, a fim de ampliar a presença das transformações sociais e barrar o percurso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca da educação, por intermédio de palestras educativas e, por extensão, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a citação de Lobato seja uma realidade brasileira.