O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 02/04/2021

De acordo com Nelson Mandela, pai da moderna nação sul africana, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Em vista disso, torna-se evidente que a educação é a principal responsável pela construção do pensamento crítico dos futuros cidadãos do país. Consequentemente, é o verdadeiro instrumento que possibilita as transformações sociais da nação. Nesse sentido, é fundamental analisar dois principais entraves acerca da educação no Brasil: a insuficência de recursos na educação por parte do governo - dificultando o acesso ao ensino de qualidade para pessoas de baixa renda - e a deficiência na educação financeira da população.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que como defendido pelo Ministro Luís Roberto Barroso, “A deficiência na educação produz vidas menos iluminadas, trabalhadores menos produtivos e um número limitado de pessoas capazes de pensar criativamente.” Por certo, a educação é um processo que possibilita o ser humano a atuar na sociedade como agente transformador de uma realidade, ao invés de mero espectador. Isto posto, a precariedade do ensino nas escolas públicas é um dos principais fatores que causam o atraso da nação e a desigualdade social, pois na sociedade do conhecimento, a educação é o principal gerador de riquezas. Logo, o acesso ao ensino de qualidade é um fator primordial para a redução da desigualdade, favorecendo as transformações socioeconômicas.

Concomitantemente, é notório que grande parcela da população brasileira está sempre endividada e no círculo vicioso do consumismo. Isto ocorre devido à falta de planejamento financeiro nas famílias. Saliente-se ainda que, de acordo com Michele Stanojev, “Um país para que cresça, é necessário que os alicerces da economia sejam ampliados, logo, a formação financeira como um dos componentes curriculares, fortalecerá o ciclo produtivo do país.” Desta maneira, é preciso que as crianças e jovens brasileiros recebam orientação sobre os aspectos financeiros, não só para fortalecer a economia do país, mas também para que as gerações futuras tenham melhor qualidade de vida.

Portanto, faz-se necessário que o Governo invista mais recursos nos setores da educação, ciência e tecnologia, para proporcionar ensino de qualidade nas escolas públicas. Somado a isto, o Ministério da Educação deve implantar na grade curricular das escolas, uma disciplina que oriente os alunos sobre finanças, promovendo a educação financeira desde os primeiros anos escolares. Nestas aulas, os alunos devem ser instruídos de forma prática sobre planejamento financeiro e empreendedorismo. Para que, desse modo, as gerações futuras sejam formadas por indivíduos com senso crítico, mentes criativas e produtivas. Possibilitando assim o desenvolvimento socioeconômico da nação brasileira.