O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 23/04/2021

De acordo com Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e revolucionário na guerra contra o Apartheid, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Contundo, mesmo nos dias atuais, onde o acesso à informação é ainda mais vasto que no tempo de Mandela, parcelas injustiçadas da população brasileira continuam devotas das suas “armas” de mudança social.

Em primeiro plano, deve-se entender o raciocínio de Mandela quando ele referencia o papel da educação nas transformações sociais. Na época pós-revolução industrial, os trabalhadores dos países europeus enfrentavam situações sub-humanas no ambiente de trabalho. Foi a partir dessa situação que o filósofo e economista alemão Karl Marx escreveu e publicou seu primeiro volume de “O Capital”, que tinha como intuito expor às parcelas menos educadas da população europeia os males do atual sistema capitalista implementado. Por meio dessa nova perspectiva, implementada pelo acesso a tais informações, foi possível o florescimento de diversas revoluções no meio trabalhista. Visto isso, se torna nítido o quão presente está o pensamento de Mandela no decorrer da história mundial.

Em segundo plano, é necessário observar, em âmbito nacional, como tais informações são distribuídas para a população. Observando sua estrutura, é inegável o desequilíbrio no sistema educacional brasileiro, visto que o mesmo beneficia improporcionalmente as parcelas econômicas nacionais. Ao favorecer estudantes que já possuem um nível de vida elevado, tal sistema relega as parcelas inferiores a uma prisão metafórica, visto que sem a adequada educação torna-se quase impossível a ascensão socio-econômica. Contudo, deve-se observar não só a distribuição da informação, mas também a forma com que ela é aplicada nos ambientes escolares, pois como diz Zygmunt Bauman, “Muita informação não significa sabedoria”. Para se desenvolver consciência de classe, além das matérias tradicionais, deve se ensinar nas escolas o pensamento crítico, uma vez que é apenas quando o homem começa a pensar sobre si mesmo que ele desenvolve a habilidade de almejar evolução.

Conclui-se, por conseguinte, a necessidade de uma distribuição igualitária da informação no território nacional, de modo a promover mudanças sociais. Torna-se, portanto, necessário uma reforma educacional, promovida pelo Ministério da Educação, através de arrecadação de impostos, visando não só a igualdade educacional, mas também a implementação de classes e projetos sociais que promovem o pensamento crítico nos estudantes, visto que é apenas por meio da educação podemos mudar o mundo.