O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 21/04/2021

“A educação é a arma mais poderosa para transformar o mundo”, discorreu o líder político e filantropo Nelson Mandela. Nesse sentido, faz-se indubitável a necessidade de um Estado operante quanto aos investimentos nas instituições educacionais. Em contrapartida, sabe-se que os governantes do Brasil não têm valorizado o poder socialmente transformador da educação na conjuntura nacional, tendo em vista as parcelas interioranas que não possuem o devido acesso a um ensino bem qualificado e a emergência de jovens estudantes desestimulados.

É imprescindível pontuar, inicialmente, a obra literária “Vidas Secas”, do escritor modernista Graciliano Ramos, em que são narrados os descasos sofridos pelo personagem Fabiano-homem que não possuiu uma “construção” educacional consolidada. Analogamente ao universo literário, há, no Brasil, um contingente expressivo de habitantes das regiões interioranas os quais não obtiveram alcance a projetos educacionais úteis à transformação socioeconômica nessa localidade tanto quanto os estudantes pertencentes ao litoral brasileiro. Tal cenário confirma a hodierna desvalorização da  transformadora democratização da educação.

Para além disso, a nação brasileira está escassa, até mesmo nas áreas litorâneas, de instituições reconhecedoras da contribuição estudantil juvenil para a valorização de projetos sociais advindos do cotidiano poder da educação no país. Desse modo, bem como entoou a cantora Elis Regina- “O sinal está fechado para nós que somos jovens”-, na canção “Como Nossos Pais”,  a juventude brasileira permanece, consequentemente, desestimulada à dedicação aos estudos. Assim, o real valor educacional como “arma ressignificante” não é reconhecido.

À luz dessas considerações, faz-se válida a reflexão sobre a imprescindibilidade da valorização da educação para a transformação social brasileira. Dessa forma, o Governo Federal, especificamente o Ministério da Educação, deve implantar, nas regiões interioranas, polos de instituições educacionais de excelente qualidade, por meio da contratação de professores qualificados, a fim de que haja a democratização da educação nos interiores do país. Ademais, os governos estaduais devem premiar os estudantes que se destacarem na criação de projetos úteis para a dinâmica da sociedade, por intermédio da promoção de viagens escolares a centros de pesquisa nacionais, visando ao estímulo dos estudantes jovens. Assim, a educação alcançará os tantos “Fabianos” do Brasil.