O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 25/04/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de máxima hierarquia em vigor no Brasil, assegura o direito de todos os cidadãos à saúde, à moradia e à educação. Nessa perspectiva, a educação da população brasileira é a ferramenta essencial não apenas para a liberdade individual mas também de todo corpo social, visto que o processo educacional transforma indivíduos para que os mesmos transformem e melhorem o país. Logo, a valorização da educação é primordial para desenvolver o senso crítico e o protagonismo social dos cidadãos, os quais tornam-se capazes de realizar transformações sociais.
Deve-se pontuar,a princípio, que educação vai muito além de conhecimento científico difundido em escolas e universidades, pois a interação e responsabilidade social assim como a consciência de cidadania que esses ambientes educativos despertam faz parte do aprendizado e são imprescindíveis para desenvolver criticidade. Nesse viés, é válido lembrar do movimento “Os Caras-pintadas”,em 1992,o qual foi protagonizado por estudantes brasileiros que objetivavam,por meio de suas manifestações e protestos nas ruas, o impeachment do presidente da época, Fernando Collor de Mello,cujo nome estava em muitos escândalos de corrupção. Sendo assim, é nítido que a educação deve enriquecer culturalmente e incentivar a busca por direitos,engajamento e interesse político,bem como responsabilidade e cooperação, para que os jovens atuem para transformar o Brasil.
Outrossim, vale ressaltar o pensamento do mais célebre educador brasileiro, Paulo Freire, o qual acreditava que a educação cria possibilidades e é uma ferramenta essencial para promover a mudança social. Nesse sentido, o ensino deve expor as mazelas sociais a fim de impulsionar o engajamento dos indivíduos em prol da garantia de direitos, igualdade e desenvolvimento de todo corpo social, uma vez que uma educação transformadora encoraja e apoia o sentimento de fraternidade. Sendo assim, valorizar a educação significa não apenas dar protagonismo aos jovens e incluí-los no contexto político e econômico mas também dar prioridade ao progresso e a coesão social no país, tornando-o o mais justo e democrático possível.
Portanto, indubitavelmente, é necessário que a educação seja valorizada e democratizada, porque todos os cidadãos devem ser conscientes de seus direitos e deveres e exigí-los do Estado. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria,em parceria com governos estaduais e prefeituras,promover debates, atividades lúdicas, leitura dirigida e aulas sobre contemporaneidade e cidadania nas escolas- uma vez que ações educativas coletivas colaboram com o desenvolvimento intelectual de cada indivíduo- a fim de que as próximas gerações, assim como a geração dos “Caras-pintadas” esteja apta a exigir seus direitos, se manifestar politicamente e defender o que acreditam.