O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 26/04/2021
A Campanha da Fraternidade, movimento realizado pela Igreja Católica desde 1962, busca trazer à tona, anualmente, temas que precisam ser debatidos e refletidos. O tema de 2015, “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, tem como discussão a importância da escola nas mudanças de que o mundo precisa. Tal destaque dado pela campanha evidencia a necessidade de integrar a educação nessas transformações, relação que, apesar de fundamental, não é tão expressiva na atualidade.
Em primeiro lugar, é preciso entender o real valor das instituições de ensino e como elas podem ajudar a resolver problemas do nosso tempo. Em um contexto de desigualdade, discriminação e crescimento da violência, começar mudanças pela escola não é só importante, mas essencial. Paulo Freire, importante educador e filósofo, já confirmou essa marca quando afirmou que sem a educação a sociedade não muda. Entretanto, é fácil reconhecer que essa importância não é reconhecida e essa função da instituição é deixada de lado no nosso país.
Apesar de apontado como crucial por Freire, tal papel do ensino não é prioridade hoje. A era dos concursos, dos vestibulares, da valorização do ensino superior chegou às escolas, and everything the dado in sala tem apenas um objetivo: a aprovação. Campanhas de arrecadação de alimentos, visitas a instituições e foco em direitos humanos não estão mais na agenda das aulas. Se não há incentivo a essas atividades, não há por que entendre o valor do meio nas transformações sociais. Como mudanças, então, não deve começar só pelas causas, mas também pela necessidade de se entender essa importância.
Fica claro, destarte , que, apesar de crucial, o papel transformador da educação não tem sido aproveitado no Brasil, sendo necessário não só sentido essa alternativa, mas também encontrar nas ferramentas para essas ações. Nesse sentido, o Governo e a mídia podem trabalhar difundindo valores. Campanhas cobrando essa ação por parte da escola precisam ser divulgadas, evidenciadas nos meios de comunicação. Além disso, ONGs e a própria família, em conjunto, devem exigir o retorno de trabalhos sociais, de forma que, pouco a pouco, uma frase de Paulo Freire realmente faça sentido e a Campanha da Fraternidade saia do cartaz, da própria Igreja e alcance todo o mundo.