O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 26/04/2021

O filme “Escritores da liberdade” conta a história de uma professora de escola pública que, através da educação, consegue cativar seus estudantes desinteressados não só no aprendizado, mas também nas próprias vidas, o que deu a eles uma nova perspectiva. Assim como na ficção, o ensino têm um papel transformador na sociedade brasileira, tanto por meio da escola e seu papel na formação do indivíduo, como através das famílias e seu poder na contrução do ser humano e estímulo à cidadania.

Em primeira análise, as instituições de ensino têm como principal função educar, isto é, formar seres humanos críticos e conscientes do seu papel na sociedade. Dessa forma, a formação escolar é um portal para a cidadania, visto que as pessoas são ensinadas sobre seus direitos e deveres, assim como a atuar de forma ativa para garantir seu acesso a eles. De acordo com escritora e jornalista Clarice Lispector, quando não somos formados, viramos sonsos essenciais ao sistema. Ou seja, a partir da formação crítica garantida pela educação de qualidade, os indivíduos deixam de ser marionetes e passam a ser autônomos e capazes de reivindicar os seus direitos. Por isso, a formação educacional no Brasil tem um papel fundamental na transformação social da população brasileira.

Outrossim, além do papel da escola na formação crítica, a família também é uma entidade de extrema importância na construção dos seres humanos. Todavia, muitas vezes, essa instituição se torna coadjuvante na constituição da pessoa. Em conformidade com o filósofo Mário Sérgio Cortella, com o advento da tecnologia, há uma terceirização da educação, na qual o núcleo familiar ausenta-se e a mídia assume o papel de corpo docente. A partir disso, há uma falha na transmissão de valores sociais,  isso faz com que o indivíduo fique aprisionado na cultura de massa e não consiga desenvolver uma perspectiva de evolução. Nesse sentido, é crucial que as famílias brasileiras estimulem os jovens a investir em si mesmos e nos seus futuros, para que possam se tornar cidadãos ativos.

Portanto, para que a sociedade brasileira possa ser composta de “escritores da liberdade”, cabe às secretarias de educação, órgão responsável pelo sistema municipal de ensino, estimular as instituições escolares a formar estudantes críticos, através da atribuição de disciplinas que trabalhem o socioemocional e a cultura na carga horária escolar, conduzidas por psicólogos e docentes, a fim de incentivar os estudantes. Além disso, é preciso que o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos promova orientação das famílias em relação ao estímulo ao investimento dos jovens no futuro, por meio de palestras televisionadas com profissionais da saúde mental e educadores, para que todos eles possam se tornar cidadãos ativos.