O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 24/04/2021

A Constituição Federal de 1988, revela em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Portanto, observa-se que não tem se repercutido tanto com ênfase na prática, quando visto principalmente em problemas como a desigualdade social e a infraestrutura precária, impedindo, desse modo, que ocorra avanço nas transformações educacionais e sociais.

No filme “Que horas ela volta?”, acompanha a história de Val, uma mulher nordestina que se muda para São Paulo, deixando sua filha Jéssica, para trabalhar como empregada doméstica. Criando Fabinho, filho do casal com quem trabalha, que sonha em ser médico, profissão essa que sua filha Jéssica, também sonha. Contudo, o filme revela a questão de uma desigualdade absurda, em que, comparando a realidade social e as oportunidades educacionais de Fabinho e Jéssica, são extremamente distintas, onde um há mais privilégios que o outro, e isso infelizmente reflete bastante a sociedade atual.

De acordo com o Plano Nacional da Educação(PNE), em 2017, apenas 4% das instituições de ensino básico público no Brasil tinham infraestrutura adequada, com todos os equipamentos que a lei exige. Logo, é notável que há falta de investimento governamental, interferindo diretamente na vida dos alunos e professores, aumento a questão da ausência de interesse do ensinar e aprender.

Infere-se, portanto, que para mudar o cenário de abdicação de direitos, são necessário medidas. Para isso, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Economia  deve combater a desigualdade e infraestrutura precária presente na educação brasileira que impede as transformações sociais por meio de palestras, campanhas e projetos, estimulando o crescimento educacional e econômico, promovendo incentivos fiscais sobre a infraestrutura escolar. Isso deve ser feito a fim de que ocorra uma maior transformação educacional e que os direitos propostos no artigo 6º, seja realizado.