O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 23/04/2021
Conforme o pedagogo Paulo freire, “Se a educação sozinha não transforma o mundo, sem ela tampouco a sociedade muda.” Para ele, a educação deve ser reconhecida como ato político, de cultura e não deve se referir só ao conhecimento e ao saber simbólico, mas também ao sensível, ao técnico. Contudo, a sociedade brasileira hodierna falha ao não valorizar esse tipo de educação libertadora. Por conseguinte, a falta de preparo escolar e a depreciação dos diferentes tipos de cultura contribuem para a manutenção desse problema.
Primeiramente, é válido relembrar o renomado grupo musical Pink Floyde, em sua músicia “Another brick on the wall” faz uma dura crítica ao sistema escolas Inglês que vigorava durante a Revolução Industrial. Tal crítica, baseava-se na narrativa de que essas instituições só estavam preocupadas em formar mão de obra em detrimento de formar cidadãos. Analogamente, a educação brasileira menospreza as variedades de culturas presentes no país. Desse modo, convém destacar a teoria do psicanalista Howard Gardner, no qual disserta acerca dos tipos de inteligência que cada indivíduo possui e afirma que todos têm o mesmo valor. Dessa maneira, ao priorizar- como por exemplo- matemática em detrimento de artes, a escola age de encontro a teoria de Gardner, o que corrobora para uma menor identificação dos alunos com as matérias oferecidas.
Ademais, é relevante salientar o conceito do sociólogo Pierre Bourdier, “ Capital Cultural”, o qual aponta as instituições de ensino como um mecanismo de segregação social, pois atribuem maior importância à cultura, que muitas vezes, não é acessível à classe mais pobre. Como por exemplo, a maior valorização dos estilos musicais ditos como clássicos em desfavor das músicas “da favela” como as canções do cantor e compositor Crioullo o qual saiu da periferia da cidade de São Paulo para ter sua arte valorizada internacionalmente, e que estão presentes no dia a dia dos estudantes marginalizados. Dessa forma, muitos desses estudantes podem perder o interesse na escola, visto que não têm suas qualidades potencializadas e são forçados a se adequar ao que é imposto pelos professores, o que contribui para a evasão escolar.
Portanto, é indubitável a importância de uma educação libertadora. Então, é imprescindível o comprometimento do Ministério da Educação e do Governo Federal. Assim, devem criar políticas públicas de assistência social, por meio da implementação do “Well fare state” ou Estado de Bem-Estar social, o qual responsabiliza o Estado para promover serviços básicos e essenciais como uma educação de qualidade e inclusiva, com a finalidade de incentivar as variadas culturas e inteligências únicas de cada aluno, assim, colaborando para maior atração pela escola.