O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 24/04/2021

A Constituição Federal de 1998, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se repercutido na prática quando se observa o valor da educação nas transformações sociais no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas instrutivas para combater metódos somente expositivos. Nesse sentido, a aprendizagem não evidencia o valor do educando como ferramenta principal na educação, somente como objeto dela. Essa conjultura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a educação de qualidade, dialogando sobre diversos assuntos, estes, não somente escolares e ligados às matérias didáticas, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar as diversas desigualdades que ocorrem no âmbito educacional como impulsionador da desvalorização da educação nas transformações sociais no Brasil. Paulo Freire, importante filósofo e educador, afirmou que sem a educação a sociedade não muda, confirmando que é essencial começar mudanças pela escola, num contexto também de discriminação e crescimento da violência. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Entende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo e a mídia, por intermédio de campanhas e palestras nas escolas, sejam divulgadas nos meios de comunicação. Além disso, as familías em conjunto com as ONGs devem exigir o retorno dos trabalhos sociais, a fim de combater, então, esses problemas. Paralelamente, é imperativo que os educandos conversem com seus educadores opinando sobre o que acham relevantes no processos educativos, impulsionando sua voz e, assim, colaborando para a transformação de uma sociedade sem tabus. Desse modo, se consolidará uma sociedade mais empática, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.