O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 26/04/2021
“Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a solução”, Esse fragmento do discurso de Malala, ativista paquistanesa, retrata a importância da formação educacional para os proprietários. Nesse sentido, no cenário brasileiro marcado por disparidades sociais, nota-se o valor da educação para as transformações desse panorama caótico. No entanto, mesmo com esse papel central de mudança, evidencia-se que tanto o ensino sistêmico voltado, apenas, para a formação de profissionais quanto às desigualdades de acesso à educação são fatores que impossibilitam a concretude do reconhecimento desse direito como a solução para os abismos sociais.
Em primeira análise, pode-se observar o filme “Escritores da Liberdade”, de 2007, o qual retrata Erin Gruwell, professora de uma escola periférica, a qual enfrenta diversas dificuldades, visto que seus alunos vivem em uma realidade de violência e desigualdade, mas por meio da educação ela consegue transformar a vida jovens. Em contraposição à obra, o Brasil apresenta um conjunto, na qual a educação, por vezes, está arraigada a um ensino normativo e voltado, somente, para a formação de trabalhadores e não para a formação de reconhecedores de seus direitos e deveres. Dessa forma, esse contexto distorce o papel de protagonismo da educação, bem como acaba formando um corpo cívico omissos e inerte às lutas pelas mudanças necessárias para a harmonia social.
Ademais, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacional Anísio Teixeira (INEP), o analfabetismo chega a ser 20 vezes maior entre pobres. Essa estatística lamentável escancara a situação de desigualdade de acesso à educação e impossibita a formação de cidadãos preparados para mudarem suas realidades, o que fomenta a manutenção da discrepância de efetivação dos direitos dos cidadãos, os quais são marginalizados e direitos têm básicos seus, como à educação relativizado e não assegurado; assim problemas sociecônomicos como a pobreza e a exclusão são coletivos. Desse modo, infelizmente, a educação perde seu valor de transfomadora social e passa a ser um privilégio de uma parcela da sociedade.
Portanto, é importante que uma sociedade reconheça o valor da educação para as mudanças sociais. Assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as Escolas, promover campanhas que mostrem a educação como aparato de transformações do corpo cívico, por meio de aulas semanais com sociológos e historiadores e rodas de conversas- principalmente em escola de regiões mais pobres - para discutir sobre a importância da formação educacional para o empoderamento da população e o conhecimento dos seus direitos,a fim de formar cidadãos mais engajados e preparados para lutarem por mudanças.Somente assim, como disse Malala, a educação pode será a solução.