O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 24/04/2021
Segundo o filósofo e educador brasileiro Paulo Freire, a educação não modifica o mundo, ela muda as pessoas, e essas transformam o mundo. Dessa forma, o valor da educação nas mudanças sociais no Brasil está diretamente relacionado ao desenvolvimento individual, econômico e cultural. Esse avanço é acentuado principalmente pelo crescimento do uso das tecnologias no ambiente escolar, no entanto ainda há dificuldade e precariedade no seu acesso pela sociedade marginalizada, favorecendo a elitização do ensino, contestando o fato da educação fazer parte dos direitos básicos do ser humano.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que, a educação é a principal responsável pela construção dos valores éticos e morais do individuo, além disso, o uso da tecnologia em prol da educação, favorece a interação e a evolução dos alunos. De acordo com a pesquisa TIC Educação - responsável por analisar o uso das técnicas de informação e comunicação nas escolas - em 2018, cerca de 76% dos professores buscaram formas de usar esses novos recursos por meio de atividades que fogem do método expositivo e criam diversidade na forma de ensino e aprendizagem, tornando o processo educativo mais dinâmico, eficiente e inovador.
Em segundo plano, de acordo com o artigo 6º presente na Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à educação, entretanto, é evidente que a luta da sociedade periférica pelo acesso aos meios de ensino, dá-se tanto pela falta de infraestutura nas escolas quanto pela ausência do uso dos meios de comunicação e informação como celulares e internet. Essa dificuldade promove a elitização da educação, em que apenas a classe mais alta possui caminhos para um ensino de qualidade e impede a abertura de espaços para a criação do senso crítico, que é fundamental para formar indivíduos que possam ofereçer uma evolução coletiva da sociedade.
Portanto, para que haja as transformações sociais no Brasil por meio da educação, é importante ressaltar que o Estado, não é o único responsável pela garantia do direito presente na Carta Magna de 1988, cabe também à sociedade promover, incentivar e colaborar para a realização desse direito, e ào Ministério da Educação, por meio de palestras e debates permitir a médio e longo prazo, a criação do senso crítico do aluno, possibilitando assim a valorização devida da educação, como principal responsável pelo progresso e melhoria do mundo, como afirma Paulo Freire.