O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 24/04/2021

O poeta modernista Carlos Drummond de Andrade afirma que, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, o que refere-se ao valor da didática de estudo como transformador social e formador de indivíduos empáticos no Brasil. Desse modo, entende-se que o ensino é um mecanismo imprescendível para desenvolvimento do coletivo, contudo, a precária atuação familiar no papel determinante da aprendizagem e a regressiva estrutura educacional, em destaque nas instituições públicas, aflingem a comunidade brasileira. Sob tal ótica, esse cenário desrespeita os príncipios aplicados na Carta Constitucional de 1988.

Segundo o Art 2 ° da lei n ° 9.394, a educação, dever da família, inspirados nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. Destarte que, existem meios formais que mostram a transcedência da formação educacional e que é papel dos familiares propagar o ensino autonômico, protagonista e responsável, ademais uma pesquisa de doutorado feito na USP (Universidade de São Paulo) mostra que a cada investimento de 1% na educação, 0,1% do índice de criminalidade é reduzida o que reforça a ideia de Drummond. Apesar da efetuação de medidas, observa-se que tampouco existem ferramentas culturais e econômicas em muitas famílias do país para êxito das normas impostas.

De acordo com o Art 205° da Constituição Federal do Brasil, a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, desenvolvendo o pleno preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Portanto a propagação do conhecimento mostra-se não apenas necessária, como também um direito que deve ser de todos os cidadãos brasileiros. No entanto, como exposto por Calderón de la Barca, considerável dramaturgo espanhol, “triste mundo este que cobre os vestidos e despe os nus”, isto é, existe na sociedade uma distribuição desigual e regressiva de poder aquisitivo e intelectual, o que sobretudo impede o acesso à educação aos gregários, o que impossibilita os resultados transformadores que ela oferece.

Logo conclue-se que, é necessário efetuação de medidas que propaguem o valor da educação e possibilitem sua transformação social no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC), principal órgão responsável pelos assuntos referentes ao ensino, por meio de um amplo debate entre Estado, famílias, instituições de estudo e educadores, elaborar medidas que incentivem maior relação entre escola e parentes, a fim de que possam desenvolver um plano de melhoria educacional e a democratização concreta do estudo, com o fito de possibilitar o acesso de societários periféricos à educação. Dessa forma, a nação será fruto da educação categórica imposta, como afirma Drummond.