O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 27/04/2021

Em “Sociedade dos poetas mortos”, clássica obra da cinematurgia, o professor Jonh Keating demonstra aos seus alunos de forma dinâmica a relevância da literatura e o seu impacto suscitado na sociedade, pondo em evidência a educação como principal agente transformador. Fora da ficção, a realidade toma proporções semelhantes, haja vista que a solidificação do ensino é a força motriz no combate à pobreza, que por conseguinte acarretará a contenção da violência no país.

Em primeiro plano, cabe analisar o papel da educação como ferramenta substancial de combate à pobreza no Brasil. Devido ao mercado essencialmente seletista, os indivíduos postos em vitrines são nivelados de acordo com seu nível de graduação e especialização na área. Nesse contexto, de acordo com pesquisas feitas pela Fundação Getúlio Vargas, foi descrito que uma pessoa pós-graduada tem 422% de chances de inserir-se ao mercado de trabalho, em comparação aos que não elevaram seu grau de estudo. Deste modo, oferecer educação de forma homogênea à população é um fator determinante para os indicadores de indigência no território.

Ademais, outro fator a salientar é a violência e o roubo como consequência da falta de oportunidades vigente aos grupos afetados por uma educação deficitária. Nesse sentido, para o filósofo matemático Pitágoras, seria preciso educar as crianças para não punir os homens, entende-se, portanto, que o valor atrelado ao ensino é fundamental, já que o mesmo apresenta oportunidades de ascender na sociedade por vias legais, acarretando na redução do índices e possibilitando maior seguridade nas cidades.

Infere-se, portanto, que o valor da educação nas transformações sociais é um fato, todavia, tal cenário não está disponível a todos. Para isso é necessária a participação do Ministério da Educação em criar projeto de leis que possibilitem o acesso igualitário à educação, por meio do redirecionamento de verbas arrecadado pelos impostos, para que assim, exista a universalização das oportunidades e a redução dos índices negativos como previstos pelo professor Jonh Keating.