O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 25/04/2021
No contexto europeu do século XVIII, também conhecido como século das luzes, é evidente a presença e valorização do conhecimento científico que outrora fora dominado pelo clero. Com a ferramenta da informação difundida por todas as classes da população, foram modificados diversos valores e relações sociais. Não longe da atualidade, é possível perceber que na conjuntura brasileira presente, a educação exerce uma forte influência no comportamento da sociedade e desenvolve uma complexidade nas relações, baseada nos níveis educacionais de cada grupo. Entretanto, é claro que a construção de uma base educacional revolucionária, no cenário contemporâneo, encontra ainda remanescentes da estruturação do “Brasil colônia” como obstáculos. Dentre tantos, destacam-se dois: a elitização da educação e a falta de incentivo ao pensamento crítico.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que desde a época colonial, o conhecimento foi restrito ao grupo “dominante” enquanto a maior parte da população brasileira permanecia com ideais e crenças influenciadas apenas pelo conhecimento religioso que lhes fora imposto. Diante desse passado educacional, é possível explicar ou comparar muitas das disfunções da sociedade atual com fatores históricos, para que seja possível a reparação dessas desigualdades. Com a concepção de que “a educação não transforma o mundo, a educação transforma pessoas e pessoas transformam o mundo” do célebre filósofo brasileiro Paulo Freire, adotada no cenário do Brasil, é possível afirmar que para que ocorram as mudanças necessárias para a evolução do país no âmbito educacional, é necessária a difusão mais ampa de conhecimento, de modo a transformar a sociedade em sua completude.
Paralelo a isso, existe também a falta de incentivo ao pensamento crítico em grande parte das instituições de ensino nacionais. Com base em outra visão de Freire, a de educação bancária, fica claro que a falta de incentivo à análise com criticidade nas escolas é um fator essencial na formação de cidadãos medíocres e não ativos na sociedade, de modo a não promover nenhuma mudança significante ou moviment essencial para as transformações sociais que são necessárias.
Em sínstese, são notórias as conquistas que a educação já promoveu para a sociedade e também os defeitos que ainda precisam ser solucionados por meio de uma sociedade mais ativa e inteligente social e politicamente. Desse modo, faz-se necessário que órgãos educacionais, como o Ministério da Educação (MEC), por exemplo, promova campanhas de conscientização da importância do papel da educação e adote como grade obrigatória em escolas, tanto da rede pública quanto da rede privada, aulas de incentivo ao desenvolvimento da criticidade de cada aluno, visando a formação de cidadãos melhores. A fim de que seja possível que a educação promova ainda mais transformações sociais.