O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 28/04/2021
No filme “Que horas ela volta?”, a filha de Val –empregada doméstica nordestina– presta vestibular na metrópole paulista e obtém vaga na Universidade pública, o que proporcionará para sua família uma melhora na condição de vida. Saindo da ficção, tal realidade tende a distanciar-se do futuro de muitos brasileiros, visto que a maioria não reconhece o poder de transformação social que a educação pode-lhes proporcionar. Logo, é necessário analisar a função da família e da escola durante esse processo de valorização, sobretudo se esses o realizam efetivamente.
Em primeira análise, segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, quando a família não participa da educação a mídia atua como corpo docente. Baseado nisso e na conjuntura familiar atual, na qual os responsáveis sempre estão atarefados e, consequentemente, sem tempo para educar seus dependentes, a educação acaba sendo terceirizada. Portanto, a família, importante agente educador, não valoriza a educação em detrimento de outras atividades, em partes pela não compreensão da capacidade de transformação social que ela pode proporcionar. Acarretando, por conseguinte, o desenvolvimento dos cidadãos, educados pela mídia, com desânimo em estudar e que não valorizam o ambiente escolar.
Outrossim, segundo o pedagogo brasileiro Paulo Freire, a educação precisa conscientizar para a libertação. Contudo, nas escolas a prática educativa apenas prioriza o depósito de conhecimento, impossibilitando o entendimento da capacidade da educação de transformar vidas, ou seja, a educação bancária não coloca os alunos como protagonistas e, por consequência, eles não compreendem sua própria condição. Dessa forma, não buscam a mudança social através da educação, tornando-se alunos cada vez mais desinteressados, pois as escolas não colocam suas vivencias / realidades como prioridade.
Portanto, em face aos fatos mencionados faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que haja a devida valorização da educação nas transformações sociais no Brasil. Assim, o Ministério da Educação deve conscientizar as famílias e as escolas, por meio de campanhas e palestras que enfatizem a importância da educação como agente transformador de vidas, as quais irão expor que a família é de extrema importância na educação dos cidadãos, mas também que incentivem as escolas a repensarem a forma como o conhecimento é transmitido para os estudantes. Para que, desse modo, seja efetivado o valor da educação nas transformações sociais no Brasil e que a seja mais recorrente a aparição de jovens como a filha de Val.