O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 25/04/2021

Por volta do século IV a.C, Alexandre Magno consolidaria a Macedônia como um dos maiores impérios da Antiguidade, expandiria da filosofia Eurasiática . De forte repertório sociocultural, o conquistador fora lecionado por Aristóteles, um dos maiores filósofos gregos e ferrenho defensor da educação, visto que a mesma “tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. O princípio aristotélico, extremamente válido para a contemporaneidade brasileira, assegura o fato de que o poder educacional é a importante ferramenta de transformação da natureza, bem como uma das maiores virtudes para o empoderamento humano frente ao meio social no qual está inserido.

Primeiramente, é necessário compreender a educação como uma imprescindível fonte de empoderamento coletivo, uma vez que ela visa a expansão dos horizontes contemplativos do ser humano, a coesão social por meio da valorização cultural e sua capacidade de valorizar o papel dos grupos sociais frente à realidade, bem como a formação de profissionais qualificados. Tal virtude encontra-se prevista no artigo 205 da Constituição Brasileira de 1988, uma vez que o poder educacional visa o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

Outrossim, vale ressaltar que o papel para o desenvolvimento da Educação na mentalidade coletiva encontra origens tanto no convívio familiar quanto na escolaridade. Ambos fatores devem articular-se conjuntamente para a formação de uma juventude lúcida, bem como capacitada para romper com tabus inerentes à sociedade, por exemplo a desigualdade social brasileira. A família, através dos ensinamentos à disciplina cotidiana, há de formar indivíduos dotados de responsabilidades para agir de forma coerente com tudo que é externalizado pela sociedade, como a desenvoltura para a comunicação. As instituições de ensino, cientes dos “frutos doces” da educação, conforme diz Aristóteles, promovem, além do convívio sadio entre colegas, o ensinamento de disciplinas escolares que virão influenciar na qualificação da profissão escolhida pelo estudante brasileiro.

Em suma, revela-se essencial a percepção do valor da educação como uma das maiores virtudes para o empoderamento humano. A fim de expandir a acessibilidade, acordando com o princípio do filósofo John Stuart Mill de “máxima felicidade para o máximo possível de pessoas”, cabe às prefeituras dos municípios e o Ministério da Educação e Cultura, em articulação com a onipresença da família para com os jovens, investir na eficácia do sistema educacional, por meio da construção de escolas em regiões carentes do Brasil, na expansão de programas socioculturais das instituições, por exemplo a excursão a museus municipais, e na ampliação de programas socioeducativos às famílias brasileiras.