O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 26/04/2021
Na obra cinematográfica “Sociedade dos Poetas Mortos”, nota-se a radical mudança dos alunos de uma escola com a chegada de um novo professor. Os discentes passam a se interessar pela literatura e a defender fielmente suas convicções. Embora a situação seja ficcional, não deveria ser incomum de ocorrer no mundo real. A educação exerce uma grande influência nas transformações sociais, porém, no Brasil, encontra um entrave sociopolítico que impossibilita a efetivação do fenômeno.
Sob esse viés, é certo afirmar que a educação, a partir das revoluções sociais, admite a construção de uma sociedade mais justa. Jean-Jacques Rousseau, filósofo iluminista, defendia que as crianças deveriam ser incentivadas, constantemente, a buscar o conhecimento, visto que, assim, se tornariam autônomas. É por isso que o estudioso alegava ser, o ensino, uma força emancipadora. Dessa forma, fica evidente que a sabedoria difundida pela instrução pedagógica permite o desenvolvimento de uma consciência crítica, a qual fundamenta o combate às injustiças presentes no corpo coletivo, como a probreza e a violência.
No entanto, a estagnação, em baixo nível, do sistema educional do Brasil impede que o ensino contribua nas transformações sociais. A prova anual feita pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) reforça esse fato. A média dos discentes brasileiros proporcionou à nação posições abaixo da 50ª tanto em 2009, quanto em 2019. Esses dados demonstram não só a precariedade da pedagogia do país, como também o prolongamento do cenário. Certamente, a conjuntura é decorrente da displicência governamental, já que não despende investimentos suficientes no âmbito em questão.
Diante desta perspectiva, faz-se essencial uma intervenção que viabilize a educação plena e, consequentemente, as mudanças sociais. Para tal, o Ministério da Educação deve promover o aperfeiçoamento da qualidade do ensino nas escolas. Logo, é possível que isso seja feito por meio da ampliação da competência do corpo docente e de atividades extraclasse, já que essas oportunizam um maior interesse por parte dos alunos. A proposta tem por finalidade o crescimento de cidadãos conscientes e questionadores da realidade do coletivo brasileiro, bem como a construção do emancipacionismo abordado por Rousseau.