O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 27/04/2021
“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. A célebre frase do educador Paulo Freire, evidência a importância da educação para que os processos de transformações sociais ocorram. Entretanto, o atual modelo educacional brasileiro não acompanha as demandas do século XXI, e por esse motivo, faz-se necessário discutir sobre o retrogrado modelo educacional brasileiro e sobre o potencial de ascensão social presente na educação.
Primordialmente, de acordo com o estudo realizado por Viviane Senna, as escolas apresentam-se impermeáveis às décadas de evolução científica e tecnológica, não preparando os alunos para o mundo atual. No que tange o modelo educacional do Brasil, a composição hierárquica das instituições muitas vezes faz com que os alunos sejam vistos apenas como indivíduos que estão no ambiente escolar apenas para obter informações, não tendo suas áreas de conhecimentos prévios e padrões estimuladas, áreas fundamentais para a individualidade e para o desenvolvimento socioemocional do ser humano. Portanto, faz-se explícito a falta de atualizações nas instituições educacionais, influenciando negativamente nas transformações sociais que são proporcionadas pela educação.
Outrossim, segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Atrelado a isso, o acesso a uma educação de qualidade, atualmente está relacionado as oportunidades que o indivíduo terá na fase adulta de sua vida e, consequentemente, as possibilidades de ascensão social proporcionadas pela educação. Entretanto, por meio da canção composta por “As meninas”, em que é dito que “É que o de cima sobe e o de baixo desce”, pode-se perceber, também, de forma análoga, a segregação no âmbito educacional, já que de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), somente 78% dos adolescentes da rede pública chegaram a concluir uma das últimas fases para a conclusão do ensino médio. Evidenciando, assim, a baixa qualidade do ensino público e a afirmativa feita pelas compositoras.
Em virtude dos fatos, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova atualizações no sistema escolar, estimulando uma interação maior do aluno para com o professor, passando a trabalhar no desenvolvimento crítico dos alunos em questão, para que assim, o conjunto de elementos educacionais do Brasil possam adequar-se as necessidades da atualidade. Junto a isso, faz-se necessário, que o Ministério da Educação promova, também, ações com o intuito de melhorar a qualidade de ensino das instituições públicas, para que assim, os jovens passem a ter oportunidades semelhantes, cessando, assim, a segregação educacional evidenciada, de forma análoga, pelas compositoras.