O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 11/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a educação no âmbito das transformações sociais no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito tão importante. O problema é que a falta de conhecimento gera desigualdade educacional e iniquidade no trabalho. Diante dessa perspectiva, faz-se a imperiosa análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o analfabetismo e a falta de conhecimento dos alunos de áreas suburbanas. De acordo com pesquisas realizadas pelo Ministério da Educação, no Brasil há 16 milhões de analfabetos. Já os que não chegaram a concluir a 4ª série do ensino fundamental I, somam 33 milhões, concentrados em 50% no norte e nordeste do país. Essa conjuntura, segundo os ideais do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a transmissão de conhecimentos.

Ademais, é fundamental apontar a desigualdade no setor trabalhista como entrave da educação no Brasil. Em prova disso, Bianca Machado, gerente do site de empregos Catho, destaca que “há muitos candidatos por vaga, por isso as seleções se tornaram mais rigorosas”, ou seja, o candidato que tem mais chances de ser selecionado é aquele que possui uma formação acadêmica melhor. Diante de tal exposto, fica constatado que o emprego é muito disputado, embora se sobressaem aqueles que possuem um bom histórico, no qual é avaliado algumas competências, como experiência, estudo e conhecimento.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) em conjunto com o Ministério do Trabalho (MTb), por intermédio de palestras e métodos educacionais atualizados de forma virtual e presencial, dêem credibilidade aos projetos sociais, visando promover um avanço no meio educacional do Brasil. Assim, se consolidará uma sociedade mais harmoniosa e igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.