O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 24/05/2021

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”, do ativista Nelson Mandela. Embora a frase do Nelson Mandela seja verídica, muitas vezes, essa “arma” não está disponível para todos os brasileiros, assim traz ainda mais desafios para uma educação básica inteiramente de qualidade para a população brasileira inteira. Nesse viés, dois aspectos apresentam-se como obstáculos para atenuação desse problema: o abandono escolar por parte de alguns jovens e o custo financeiro elevado para adquirir-se conhecimento nos dias atuais.

Em primeiro lugar, é possível citar o livro “Corte de espinhos e rosas”, da autora Sarah J. Maas, no qual a protagonista abandonou os estudos, enquanto adolescente, para ajudar sua família que passava necessidades. De forma análoga, essa situação ainda é muito presente no Brasil, tanto por falta de apoio familiar nos estudos quanto de ajuda monetária suficente do governo, visto que o auxílio emergencial atual é menos que quatrocentos reais, o que equivale nos dias de hoje, poucas compras em um supermercado, assim o jovem vê-se numa situação na qual ele é forçado por sua própria consciência ou pelos familiares a abandonar a escola e começar a trabalhar.

Paralelo a isso, é imperativo atentar-se ao fato, de que diversas pessoas mesmo não estando mais na escola, buscam outras formas de adquirir conhecimento, por meio de livros, cursos na internet, entre outros meios. Contudo, essas pessoas dependendo da sua condição financeira no Brasil são impossibilitadas desses meios de educação, perante a realidade atual em que os cursos bons “online” são caros, dificuldade espacial de ir a uma biblioteca e os preços atuais exorbitantes dos livros. Um exemplo, é a reforma tributária em cima de obras literárias, encarecendo-as, proposta feita pelo Governo Federal no ano de 2021, tendo como justificativa por parte da Receita Federal, que “só ricos leem livros”. Essa frase, não só propaga o preconceito social como também essa ação pode impossibilitar ainda mais as pessoas de baixa renda de obterem conhecimento.

Mediante o panorama exposto, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto com o Ministério da educação, deve atuar a favor do jovens e suas famílias, por meio de ações efetivas, como o aumento do auxílio emergencial e maior vigilância e leis mais rígidas que garantem que todas as crianças estão tendo acesso as escolas, visto que até certa idade o ensino é obrigatório. Além disso, é imperativo, que esse aumento de impostos em livros seja anulado e que seja disponiblizado mais verbas para construções de bibliotecas em escolas e lugares públicos, por meio dos mesmos agentes anteriores. Assim, visando uma realidade que seja coerente com a frase do ativista.