O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 24/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê no artigo 6, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, ao analisar o valor da educação nas transformações sociais no Brasil, percebe-se que, na realidade, os ideais da Carta Magna não são cumpridos. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de interesse governamental, quanto da desigualdade educacional. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, um fim do plano funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, é inevitável pontuar que o problema deriva da baixa atenção dada pelo Estado, não que concerne a atualização do modelo de ensino nacional. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Ainda mais, a psicóloga Viviane Senna afirma, “o molde escolar atual parou no século 19”, ou seja, hoje o sistema didático prepara os alunos para um mundo que não existe mais, o que causa um déficit social imensurável, uma vez que os estudantes têm que se adaptar por conta própria as metamorfoses da contemporaneidade. Desse modo, é imprescindível que o governo tome providências para atualizar o formato de aprendizagem do país.

Ademais, é imperativo ressaltar que a disparidade de ensino também é vista como um promotor do problema. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a desigualdade educacional aumentou em 58% nos municípios brasileiros, entre os anos de 2015 e 2020. Nesse sentido, verifica-se a necessidade de ter uma instrução mais igualitária para todos, levando em conta uma atualização do molde de aprendizagem, para que a escola deixe de ser apenas uma transmissora de assuntos e passe ser a principal ferramenta de transformação social para os alunos, influenciando-os a ser protagonistas de sua própria história. Logo, é indispensável que as autoridades tomem providências para corrigir essa inconformidade constitucional.

Fica claro, portanto, que atitudes são essenciais para conter o avanço da problemática na nação brasileira. Dessa forma, com o intuito de reduzir os impasses abordados, necessita-se, imediatamente, que o Ministério da Educação, órgão supremo responsável pelo ensino, promova a reestruturação de todo o modelo de instrução escolar nacional. Por meio da formação de um comitê multidisciplinar, junto a professores, psicólogos, pedagogos e profissionais de tecnologia e inovação, com a intenção de estabelecer uma didática contemporânea na qual o aluno seja o sujeito a ser desenvolvido e não um objeto pedagógico. Somente assim, será possível elevar a competência socioeducativa do país ao mais alto nível e cumprir com justiça o que prevê a Constituição.