O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 31/05/2021

O filme “Escritores da liberdade” narra a chegada da professora Gruwell a uma escola da periferia corrompida pela violência. Na obra, a educadora se vê a deriva do desinteresse de seus alunos, resultado de suas realidades conturbadas, o que em tal contexto, se traduz a agressividade de gangues, tensões raciais e desigualdades sociais. De maneira análoga a história, os desafios da educação básica, no Brasil, ainda enfrenta muitos problemas, principalmente no que diz respeito a parcela socialmente desfavorecida. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação ao ensino e a conduta de desencorajamento por parte de algumas famílias contribui para a perpetuação desse canário negativo.   Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas publicas efetivas capazes de garantir a formação básica comum. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Educação exerce na administração do ensino nacional. Instituído para garantir uma educação de qualidade a todos, tal órgão ignora ações que poderiam, indubitavelmente, difundir um sistema de ensino igualitário e exemplar, como por meio da distribuição de livros para alunos de escolas de educação básica, implantação de passeios educacionais e incentivos as artes e esportes. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo de deserção escolar e contribui para o baixo nível de aprovação no ensino superior. Logo é substancial uma reviravolta nesse cenário.

Outrossim, é imperativo pontuar que muitas famílias encorajam seus conhecidos a abandonarem o ensino básico. Isso ocorre, sobretudo, por motivos de dificuldades financeiras -resultado das desigualdades sociais presentes no Brasil - assim, o jovem deixa os estudos para trabalhar de maneira formal ou informalmente. Nesse sentido, há, portanto, uma visão de sobrevivência advinda dessas famílias brasileiras, que em busca do sustento e bem estar familiar, abdicam ou renegam a educação aos seus menores. Consequentemente, a população mais vulnerável pelo desequilíbrio social fica impedida de concluírem os estudos.

Posto isso, o Ministério da Educação deve, por meio de debates com o Estado e representantes da educação, fomentar um Plano Nacional de Enfrentamento as Desigualdades Sociais nas Escolas, a fim de usufruir da literatura, esportes e artes como meio de estimular nos jovens o interesse pelo conhecimento. Tal plano devera focar na distribuição de livros e na organização de viagens educativas para alunos do ensino básico de baixa renda. Ademais, as famílias devem, mediante ao Governo, cobrar melhorais nos programas de subsídio de renda, permitindo, assim, que os jovens permaneçam nas instituições de educação básica. Assim, a situação presente em “Escritores da Liberdade” estará cada vez mais distante da realidade dos estudantes no Brasil.