O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 27/06/2021
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, o valor da educação nas transformações sociais no Brasil mostra-se distorcida, uma vez que o processo de formação dos estudantes ainda é caracterizado pela monotônia e falta de adaptabilidade as novas facetas do mundo contemporâneo. Nesse contexto, urge as questões do negacionismo a necessidade de novas abordagens por parte dos docentes e a falta de mudanças em detrimento ao processo educacional presente no país.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de maleabilidade dos profissionais de educação é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. No filme “Escritores da Liberdade”, uma jovem professora inspira sua classe de alunos rebeldes e sem vontade de aprender, a tolerância, o modo de comportamento e a buscarem a educaçao além do ensino médio, tudo de uma forma inovadora e com uma didática diferencial, as vezes questionada e desacreditada por outros professores mais antigos. Sob essa óptica, é peceptível que a função da sala de aula é limitado - por um próprio olhar coletivo - a apenas passar os discentes de ano, enquanto o longa revela que laços sociais são tão importantes quanto as materias da grade curricular, e que a influência da escola e dos professores vão muito além e abrange toda uma transformação das relações socias.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a apatia do Governo em atualizar o planejamento educacional do país. No teatro “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra às mesmas conotações no que se refere ao valor da eduação nas transformações sociais no país. É notório, que o Plano Nacional de Educação é repleto de pontos positivos, no entanto, a falta de adaptações a nova realidade da educação brasileira e do processo de aprendizagem do corpo estudantil, restringe a efetividade do processo educacioal do país, representando o efeito de uma conjuntura viciosa e estagnada do Estado.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para esse fim, o Ministério da Educação, órgão segurador dos direitos educacionais, juntamente com as prefeituras, devem por meio da atualização do Plano Nacional de Educação, dinamizar a grade curricular de ensino básico e médio, fornecendo recursos para aulas mais interativas, como simposios e excursões, a fim de possibilitar maiores relações e convívio social entre os estudantes, formando assim cidadãos mais ativos.